Sou Relações Públicas por opção. Vivencio a cada dia o imenso aprendizado de gerenciar a comunicação entre empresas/pessoas e seus públicos, e isto começa a partir de mim. Hoje sou uma profissional reconhecida, mas sei muito bem como é o caminho das pedras para chegar até aqui.
Foram anos numa universidade sem perspectivas de como seria o dia depois da colação de grau, afinal nem sempre tivemos bons espelhos, mas sempre acreditei que para se ter uma janela é preciso ter uma porta para entrar e sair. Sair para viver o mundo lá fora que é muito maior e só vai quem tem coragem, eu fui.
Fiz estágios, participei de empresas que me contratavam como estudante de comunicação e queria que eu exercesse o papel de Office-girl, eu disse não. Sempre afirmei, eu sou Relações Públicas e estou aqui para desenvolver atividades de relacionamento, comunicação institucional, comunicação interna, etc. Aos “gritos” consegui me impor e no final perdi algumas ofertas de emprego por ser Relações Públicas e não...
Mas não desisti. Resolvi começar a exercer a atividade na maior empresa que existe: EU. Diagnostiquei-me. Identifiquei as áreas que mais gosto de atuar, me especializei e fui buscar meu lugar no mercado. Consegui. Atuei em algumas empresas de pequeno, médio e grande porte, tive sim um contrato assinado como Relações Públicas, mas principalmente, me senti realizada por exercer uma profissão digna e com um valor social gratificante.
Ver o resultado do trabalho é muito bom, melhor ainda ouvir os reconhecimentos. Por isso não desisti e insisto todos os dias em repetir que faço Relações Públicas com Amor, Paixão e muito tesão. Não é fácil, mas quem disse para o mercado que eu sou menos difícil?
Se você faz Relações Públicas e tá meio perdido ainda em como se posicionar no mercado, saiba que você já tem um emprego fixo. Seja seu próprio Relações Públicas: planeja, se posicione no mercado, cuide da sua imagem, gerencie seus relacionamentos e tenha certeza que a médio/longo prazo você terá um excelente resultado.
Eu sou Relações Públicas.
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Consumidor 2.0 por Karla Patriota
Postado por
Patrícia Morais
às
12:25
sábado, 12 de novembro de 2011
Relacionamentos corporativos são essenciais para a sobrevivência de toda e qualquer organização.Entretanto, nos dias atuais, é essencial conhecer o perfil e os desejos do consumidor que cada vez mais se torna empoderado, mediante a expansão e o uso das mídias digitais e redes sociais na internet.
A Profa Dra Karla Patriota da UFPE fala ao blog sobre como as empresas podem otimizar o relacionamento com o Consumidor 2.0. Leia abaixo a entrevista.
1- Quem é o consumidor 2.0?
Karla - Um agente da emancipação. Ele é um indivíduo crítico, infiel às marcas, inteligente, conectado, bem informado e incrédulo quanto aos discursos da propaganda. Ele está ligado a outros consumidores e começa a incorporar o ethos de “prosumer”. Portanto, nesse cenário, vemos o novo consumidor passar a ter uma importância sem precedentes na mídia “convergente”. Para ampliar um pouco mais a situação, um recente estudo da Forrester Research aponta que o novo consumidor tem cada vez mais intimidade com as “mídias sociais” e comunidades on-line.
2- Como se dá o tipo/nível de participação do consumidor nas mídias digitais?
Karla - Através da ampliação dos acessos e da convergência midiática, que consiste na utilização de múltiplos canais de mídia usados simultaneamente, ou um após o outro, para entrega de conteúdo e interação, a fim de melhorar, ampliar e aprofundar a experiência do usuário. Esses elementos alteraram, significativamente, a relação dos consumidores com a mídia tradicional e seu conteúdo - e isso diz respeito ao novo panorama tecnológico viabilizado pelo processo de codificação digital das fontes de informações.
Entre as principais características de acesso às informações proporcionadas pela convergência tecnológica, podemos citar: a interatividade, o acesso a conteúdo sob demanda, conteúdos customizados de acordo com o perfil do consumidor, armazenamento de conteúdo e mobilidade. Essas funcionalidades colocam o consumidor em uma posição ativa na comunicação, já que agora é capaz de escolher quando, onde e como consumir a informação, inclusive “checando” a sua veracidade, além da forma como interagir com ela.
3- Há diferença entre o consumidor 2.0 e o consumidor tradicional? qual? Se há, quais suas principais características?
Karla - O consumo faz parte da natureza humana. Consumimos porque somos humanos. Então, em essência, não haveria uma grande diferença. A grande questão é que o consumidor da era da informação (ou o consumidor 2.0) opta pelo que lhe dá experiências prazerosas e que o faça se sentir ativo diante de acontecimentos e decisões. Isso ocorre porque a tecnologia da informação revolucionou o processo de compartilhamento sobre marcas e produtos e permitiu que, hoje, as pessoas tenham acesso ao conhecimento de forma rápida e simples. Isso gera um consumidor mais crítico, mais engajado e bem mais exigente do que os consumidores de outrora.
4- As empresas estão preparadas para manter um relacionamento com este tipo de consumidor?
Karla - A primeira vista, eu diria “não”. Alguns profissionais de marketing acreditam que o surgimento de novos canais com o consumidor é bem-vindo, por defenderem que a mídia tradicional já não é mais tão eficaz em promover vendas quanto era no passado, já que se trata de um meio de massa, no contexto em que as massas estão se subdividindo em segmentos muito mais precisos do que passado, de maneira que os profissionais precisam encontrar os consumidores potenciais de forma muito mais seletiva. No entanto, na contemporaneidade, muitas coisas são feitas de modo experimental. Consequência: grande parte não dá certo do ponto de vista do retorno do investimento. Quando as empresas deviam entender que a batalha é pela atenção do consumidor, seu envolvimento e fidelidade.
5- Como se dá a relação atual entre empresas e consumidor 2.0?
Karla - Se dá através de uma busca incessante por conexão e sensações de parceria. Prova disso é a preocupação em adequar e oferecer (por parte das empresas) ao consumidor o conteúdo ou o produto que ele quer. A busca ou (marketing puxado) ou ainda, em bom português o marketing de otimização de busca (MOB) tem apostado no recém-descoberto dom do consumidor. A busca é o apanhado da emancipação, e por ela os consumidores podem esquadrinhar imediatamente um subconjunto ampla ou restritamente definido de informações, opções, marcas e optar pela mais vantajosa para ele.
6- Quais são os principais pontos positivos e negativos de um relacionamento corporativo com o neoconsumidor?
Karla - Vivemos na era da “super-exposição”, e com as marcas não seria diferente. Elas estão expostas, não apenas pela comunicação paga (esse tipo de exposição sempre foi desejada por elas), mas pela comunicação entre os consumidores. Essa comunicação acaba por fragilizar as marcas que perdem seus discursos de perfeição. O problema é que a evolução tecnológica vem permitindo, cada vez mais, uma interação maior entre as pessoas. O surgimento da internet, por exemplo, possibilitou o estabelecimento de novas formas de comunicação, inexistindo, agora, barreiras geográficas e/ou distâncias reais capazes de impedir o processo comunicacional e a possibilidade de recomendar ou “detonar” produtos e serviços. A partir disso, as relações deixam de ser estabelecidas únicamente pelo que a marca diz sobre ela mesma, para serem construídas também pela economia da recomendação. A Web 2.0 é uma plataforma de destaque nesse quesito, pois dá suporte as diversas formas de relacionamento entre consumidores e marcas, ampliando e acrescentando múltiplos e novos aspectos aos antigos conceitos de sociabilidade, partilha, comunidade e consumo. Tudo isso porque uma das grandes responsáveis pelo sucesso da Web 2.0, como a conhecemos hoje, é a possibilidade de geração/difusão de informações (já que todos podem ser produtores de conteúdo) e a noção “aflorada” da inteligência coletiva, que agora faz parte do nosso cotidiano.
7- Que conselho você daria a um empresário sobre o consumidor 2.0?
Karla - Primeiro que conheça profundamente, através de pesquisa e análises de comportamento, quem são esses novos consumidores (cada nuance do estilo de vida dos mesmos); Segundo que invista em ações estratégicas e de relacionamento com eles. O momento é bastante promissor para a publicidade online. Afinal, a propaganda na Internet apresenta diversas vantagens como a habilidade de alcançar um grupo específico de consumidores (com a mínima perda de cobertura); o fato da mensagem poder ser escrita para apresentar as necessidades e desejos específicos do público-alvo; a natureza interativa do meio - que gera um alto grau de envolvimento do consumidor; uma vez o consumidor pode adquirir informações valiosas relacionadas às especificidades dos produtos e as condições de compra – e é isso o que ele mais quer.
Os 10 Mandamentos das Redes Sociais
Postado por
Patrícia Morais
às
11:19
sábado, 16 de julho de 2011
Por Rony Vainzof
@ronyvainzof
OS MANDAMENTOS DAS REDES SOCIAIS
10 de Junho de 2011
por: *Dr. Rony Vainzof. Edição: Renata Athanassakis.
I - Assim como na vida real, seja ético, honesto, integro, justo, sincero, bondoso e humano;
II - Leia atentadamente os termos de uso (contratos) das redes sociais antes de assiná-los digitalmente;
III - Utilize as opções mais restritivas de privacidade que as redes sociais disponibilizam;
IV - Não converse com estranhos nas ruas virtuais, não adicione amigos ou mantenha relacionamentos nas redes sociais sem ter certeza de que quem está do outro lado do computador são seus amigos na vida real;
V - Cuide de sua senha como você cuida da chave de sua casa. Ela é a sua autenticação na Internet;
VI - Não revele dados pessoais em redes sociais. Criminosos pesquisam o perfil das suas vítimas na Internet;
VII - Não tire fotos comprometedoras de você mesmo ou de terceiros, muito menos as exponha na Internet;
VIII - Não utilize identidade de terceiros, não seja racista, não ofenda, não ameace e não humilhe terceiros. Tudo isso é crime;
IX - Jamais incentive ou auxilie o suicídio;
X - Pense muito antes de se manifestar em qualquer rede social, pois o seu pensamento se eternizará na Internet, que muitas vezes não permite o direito ao arrependimento.
Dr. Rony Vainzof, é sócio do Opice Blum Advogados, Professor da FGV, do Mackenzie e Coordenador Assistente do MBA em Direito Eletrônico da Escola Paulista de Direito
Recomendações e Práticas para uso seguro da internet
Postado por
Patrícia Morais
às
11:16
Recomendo a leitura da cartilha sobre o uso seguro da internet produzida pela Opice Blum Advogados e OAB-SP, com colaboração do Dr. Rony Vainzof.
http://www.opiceblum.com.br/download/OABMack_UsoSeguroInternetFamilia.pdf
http://www.opiceblum.com.br/download/OABMack_UsoSeguroInternetFamilia.pdf
Gestão da Comunicação em negócios digitais - Entrevista com Claudio Cardoso
Postado por
Patrícia Morais
às
12:06
sábado, 25 de junho de 2011
Claudio Cardoso cursou Engenharia Elétrica (1979-1981), possui graduação em Psicologia (1988), mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea (1993), e doutorado em Tecnologia de Comunicação (1999), todos pela Universidade Federal da Bahia. Concluiu pós-doutorado em Comunicação Organizacional pela George Washington University (2008). É professor adjunto na Faculdade de Comunicação e no Núcleo de Pós-Graduação da Escola de Administração da UFBA. Fundou o Fórum de Inovação da Bahia (FGV EAESP UFBA). Diretor do Capítulo Bahia da ABERJE. Membro da Intercom, da Abrapcorp, da International Association Communication (ICA) e da International Association of Business Communicators (IABC), é também integrante de vários comitês editoriais de revistas científicas. Possui significativa experiência na área de Tecnologia de Informação e Comunicação, com ênfase em Comunicação Organizacional, atuando principalmente nos seguintes temas: comunicação organizacional, gestão da informação, tecnologias de informação e comunicação, e gestão de negócios.
Leia abaixo a entrevista com Prof. PHD Claudio Cardoso:
Como você avalia a Gestão da Comunicação nos negócios digitais?
As mídias digitais facilitam muito o acompanhamento do acesso á informação, ou seja, facilitam às empresas saberem quantas pessoas foram atingidas pela sua comunicação, quantas pessoas “navegaram” nos dados veiculados, como se comportaram em relação a elas, passivamente, ativamente, como compradoras etc. Mas não conseguem acessar a atitude das pessoas, aquilo que mais interessa. Em termos de gestão da comunicação as mídias digitais representam um avanço enorme, mas ainda estamos longe de entender as reais intenções dos consumidores, para onde está apontado o futuro.
Que tipo de risco corre uma empresa durante sua exposição nas mídias digitais?
Corre risco aquele que não entender com profundidade o que são as mídias digitais, ambientes comunicacionais altamente interativos, de grande visibilidade, opinativos, participativos, coletivos. Servem paar o diálogo, e poucas empresas estão prontas para isso, seja porque não possuem recursos para bancarem a intensidade da comunicação – contínua, veloz e permanente – seja porque não desenvolveu a prática do diálogo mesmo; não ouve feedbacks, não sinaliza para onde quer seguir, não se expressa de modo adequado. Se estas condições estiverem satisfeitas, as mídias sociais podem ser poderosas aliadas aos negócios.
Qual o perfil de um Gestor de comunicação estratégica nas mídias digitais?
Tem que ser uma pessoa conectada, mas não apenas à rede internet. Tem que ser conectada com o que está acontecendo no mundo da mídia, de forma crítica. Sobretudo, conectada com o negócio: qual o valor que ele gera, como ganha dinheiro, qual a estratégia de expansão etc. E tem que ter a capacidade de suportar críticas por vezes injustas, por vezes deselegantes. Tem que ter esta característica de saber suportar o tempo certo de reagir imediatamente, e de saber conduzir um debate para o crowdsourcing, ou seja, para que a própria comunidade reaja e debata em conjunto um determinado problema.
Que tipo de retorno uma empresa pode ter investindo em mídias digitais?
A empresa deve esperar um retorno em conquista de clientes e disseminação da sua marca. Deve esperar a consolidação, também, da sua credibilidade. Pode também esperar reações mais imediatas, de campanhas virais e de email marketing. Não apenas do relacionamento em redes sociais. Ou seja, a internet é um ambiente de comunicação organização quase completo: é difusor, é interativo, é massivo, é comunitário. Dá para esperar respostas rápidas, como o aumento nas vendas, por exemplo, e se souber conduzir – aí com um custo mais alto – dá para desenvolver a força da marca a médio e longo prazos também.
Que conselho você daria a um empresário que quer investir na Comunicação digital?
Antes de tudo, entre nas mídias digitais. Use-as em seu cotidiano. Acesse as novidades, se inscreva em redes e observe. Acesse as ações dos concorrentes e o benchmarking mundial. Saiba do que está acontecendo com um participante, mesmo na posição de observador. Se possível, teste sua habilidade de entrar numa discussão para aprender a forma de redação, os ritmos e o tipo de resposta que obtém. Em outras palavras, o velho e conhecido conselho: faça você mesmo. Não delegue a outros este conhecimento fundamental. Mesmo que depois alguém que não você vá executar a tarefa no seu dia-a-dia.
As marcas contemporâneas e a velocidade da informação na internet
Postado por
Patrícia Morais
às
19:54
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Mitchell Azevedo*
Nos dias atuais temos observado a concorrência das marcas, tanto em nível global, quanto local, nesse sentido, é necessário para a indústria fazer um exercício diário de envolvimento e de relacionamento, objetivando a fidelização de um consumidor cada vez mais aberto ao consumo.
Na mesma proporção que cresce a necessidade de fidelizar, cresce também a necessidade de produzir conteúdo para o consumidor, afinal, com os diversos meios de comunicação e com avanço da web 2.0, a informação ganhou em velocidade e buscar aproximação com o target deixou de ser diferencial e passou a ser crucial para a sobrevivência mercadológica de qualquer organização. Os modelos comunicacionais evoluíram, deixaram de ser tradicionais veículos de massa, onde exerciam uma comunicação vertical, rígida e monóloga e passaram a exercer uma comunicação personalizada, onde as marcas optam por entender as necessidades de cada consumidor de maneira única.
Diante dessa perspectiva, o marketing de relacionamento tem sido imprescindível para alcançar o consumidor, proporcionando às marcas maior possibilidade de lograr êxito, tendo em vista o amplo acesso do consumidor à internet. Nesse sentido, McKenna (1998, p. 51), afirma que, “expectativas cada vez maiores do consumidor afinado com a tecnologia podem ganhar impulso à medida que a infra-estrutura eletrônica possibilite interatividade entre produtores e consumidores e a dissemine.” Investir em novas tecnologias e profissionais qualificados podem gerar relacionamentos satisfatórios entre marcas e usuários.
Focar no consumidor por meio das redes sociais tem sido estratégia para envolver e estabelecer relacionamentos, a web 2.0 rompe os paradigmas da internet estática e proporciona uma revolução ao promover interatividade com o internauta ávido por novas experiências. Partindo desse principio, entendemos que o conteúdo gerado pelas marcas a partir da internet, além de fixar, podem tornar os consumidores integrantes vivenciadores de experiências únicas.
A digitalização da informação proporciona novas atitudes e novas posturas de atuação mercadológica para as marcas que visam se relacionar de forma mais ativa com seu target, a universalidade das mensagens que se interconectam e se renovam continuamente. É importante dizer que as novas tecnologias e novas formas de relacionamento com os consumidores não implica no fim da internet estática, mas alarma as marcas à necessidade de atentarem aos novos dispositivos proporcionadores de intercâmbios intrapessoais.
O digital é uma realidade e as empresas devem estar prontas para romper fronteiras em busca de posicionamento globalizado, interagindo e optando por uma convivência colaborativa com seus consumidores, oferecendo um ambiente virtual de conteúdo a baixo custo e ao mesmo tempo, um espaço para a livre troca de diálogos, troca de experiências e realizações pessoais.
*Mitchell Azevedo é Coordenador do curso de especialização em Gestão Estratégica da Comunicação Digital - Solaris, Professor do IESP/FATEC e ENSINE Faculdades. Especialista em Marketing pelo IESP e graduado em Relações Públicas. @MitchellAzevedo
LG Optimus - Inovação na propaganda em 3D
Postado por
Patrícia Morais
às
17:53
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Não posso deixar de compartilhar com vocês este espetácula da tecnologia com a comunicação. Apreciem!
Até onde vai a tecnologia na comunicação? Outdoor da LG em 3D na Alemanha.
Postado por
Patrícia Morais
às
17:50
Não posso deixar de compartilhar com vocês este espetácula da tecnologia com a comunicação. Apreciem!
"Sofia" por Mayana Neiva
Postado por
Patrícia Morais
às
20:01
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Será lançado, dia 18 de Junho, em João Pessoa, às 16h, na Livraria Leitura, térreo do Manaíra Shopping, o livro "SOFIA" de autoria da atriz e escritora Mayana Neiva. Com muita criatividade ela apresenta os sonhos de uma criança que ao engolir o sol.....Acho melhor todos comprarem o livro.
Breve reflexão sobre os relacionamentos corporativos nas mídias sociais
Postado por
Patrícia Morais
às
12:50
Por Marcello Chamusca*
As relações corporativas se dão, em geral, baseadas em valores como competitividade e atributos individuais, tendo historicamente um predomínio da cultura darwinista, em que os mais fortes sempre se sobressaem aos mais fracos. Quando vamos refletir sobre essas relações no âmbito das mídias sociais, em que há um predomínio da cultura da colaboração e participação, percebe-se a necessidade de serem repensadas estruturalmente.
Para começar a se pensar as relações nesse novo âmbito é necessário se partir do pressuposto de que os processos de comunicação e relacionamento das organizações precisam se voltar para o estabelecimento de um ambiente de cooperação, ambiente esse que só pode ser atingido quando são instituídos instrumentos que permitem a interação requerida pelo novo perfil do “consumidor ” da informação, e que visem, efetivamente , a qualidade da relações estabelecidas entre as organizações e seus públicos, dentro e fora do ambiente on-line.
É importante observar que , apesar das possibilidades de interações técnica e social das mídias digitais estarem à disposição das organizações , estas não têm sido convertidas em instrumentos efetivos de comunicação e relacionamento que possam conformar uma nova realidade informacional global para elas, a partir de intervenções práticas , específicas e sistemáticas , nos territórios híbridos estabelecidos entre o espaço físico e o informacional.
O que tem ocorrido, na grande maioria das organizações, é a importação de modelos de comunicação e de relacionamento do ambiente físico (off-line) para o ambiente virtual (on-line ), sem as devidas adaptações e o planejamento específico para a sua inserção na rede. Este é o grande equívoco que deve ser revisto pelas organizações contemporâneas, sob pena de verem sucumbir seus projetos on-line , uma vez que o comportamento dos públicos de uma organização , fora e dentro da rede , têm características totalmente diferenciadas.
Ao agir numa ambiência regida por uma determinada lógica, tomando como base uma outra lógica, que muitas vezes pode ser considerada antagônica a anterior, as organizações comentem um grave erro, visto que as suas ações se tornam desencaixadas, proporcionando os casos de fracasso que temos visto, aos montes, produzidos pelas empresas que se aventuram no ambiente ainda nebuloso das mídias sociais.
Por outro lado, é quase consensual a noção de que a participação das empresas nessa ambiência é condição sine qua non para sua sobrevivência em médio e longo prazos, uma vez que o fato da organização decidir atuar ou não nesse ambiente, não a exclui dele, pois diversos públicos com os quais ela se relaciona estarão lá, deixando as suas impressões, comentando as experiências que tiveram com os seus produtos e muitas vezes fazendo críticas ferozes, com a possibilidade de ser reverberada por centenas de milhares de pessoas que estão direta ou indiretamente ligadas à sua rede de relações. Tudo isso, sem a sua versão dos fatos, apenas sob o ponto de vista do crítico.
Nesse sentido, acredito que cabe especular que um possível caminho para as organizações seguirem nas mídias sociais é o de se despirem do conceito que sempre tiveram de mídia como ferramenta, ou seja, como algo que deve ser utilizado para solucionar problemas ou colaborar com a consecução de alguma das suas metas estratégicas. As mídias sociais não podem e não devem ser utilizadas como ferramentas. A lógica é outra. As mídias sociais são para se fazer parte, para se inserir, colaborar, participar, interagir...
Dito isso, para concluir essa breve reflexão, levanto uma tese, ainda um tanto quanto discutível, de que qualquer idéia de gestão desse processo pode se configurar em mero discurso retórico, afinal não temos como gerir algo que não nos pertence, em que somos apenas co-participantes, sem privilégios de acesso ou controle do processo. Talvez aí, por esse caminho, esteja um indício de um “lugar” mais seguro para se estabelecer relacionamentos corporativos no âmbito das mídias sociais.
Quem Mexeu no Meu Público?
Postado por
Patrícia Morais
às
12:28
Por Rubens Gualdieri*
Se o best-seller do mundo administrativo “Quem Mexeu no Meu Queijo” (Johnson, Spencer), instiga a refletir sobre como lidar com as mudanças do camaleão corporativo, o título convida os profissionais de Relações Públicas – eu, tu, ele, nós, vós, eles – a refletirem como a comunicação digital mudou a maneira que o “público” se relaciona com as organizações. Vamos chamar de “público”, desde stakeholders mapeados no planejamento estratégico, até o indivíduo que apenas conhece a organização pelo nome, mas que, a qualquer momento irá interagir com ela, graças as possibilidades proporcionadas pelas diversas ferramentas digitais de comunicação.
Atualmente os Relações Públicas assumiram (ou precisam assumir) uma posição onisciente na comunicação. Como treinar um porta-voz, responsável pelo posicionamento oficial da empresa, quando todos os colaboradores são “porta-vozes”? Twitter, Facebook, Orkut, SMS, emails e até os mais simples mensageiros eletrônicos (MSN, Skype, Chat do Facebook) são poderosos veículos de comunicação em tempo real. São posicionamentos oficiais? Lógico que não. Existem ruídos? Muitos. Os limites das organizações ultrapassaram portões e catracas e chegam a milhares de interlocutores com um simples click do mouse.
Assessores de Imprensa precisam entender o novo “jornalista” que existe, a começar pelo fato dele, não necessariamente, ser um jornalista. Se até então o press release, com seu formato consagrado tem funcionado muito bem, obrigado; hoje o assessor precisa adaptar o formato das suas sugestões de pautas e informativos, de maneira que esse formador de opinião entenda e ache convidativo. É preciso atuar em um escopo muito maior que a mídia tradicional offline: antes, jornal, revista, rádio e televisão. Hoje, todas as mídias tradicionais, mais a convergência em blogs especializados, formadores de opinião nas redes sociais, portais de notícia e sites estáticos. Cada um com sua linguagem adequada e conteúdo apropriado ao meio.
Os SACs e demais canais de atendimento estão migrando para as redes sociais – seja por ineficiência desses canais ou preferência do consumidor que espera uma rápida solução. A técnica de “xingar muito no twitter” trouxe junto um indigesto efeito colateral aos Relações Públicas: como atender a demanda de consumidores que procuram as redes sociais, sem arranhar a imagem das organizações? Presenciamos um fenômeno em que as empresas viraram reféns das redes sociais. A técnica do “ou você resolve meu problema ou vou espalhar pra todo mundo que a sua empresa é uma porcaria” tem dado bons resultados. Mas, a pergunta que fica para os Relações Públicas é: essa técnica é sustentável a longo prazo? Seria o caminho extinguir os SACs e migrar todo o atendimento para as redes sociais? Ou o correto é dar o rápido atendimento que o cliente espera nas redes, também nos outros canais? Perguntas, perguntas, perguntas... quem mexeu no meu público?
E as ações de envolvimento com a comunidade? Se antes os Relações Públicas conversavam com líderes comunitários em uma mesa, hoje os líderes comunitários estão atuando fortemente em campo e apoiados por seus blogs que contam com a participação e influência de praticamente todo o mundo. Grande parte das comunidades já são .org e o Relações Públicas que não entender essa dinâmica, corre o risco de ter uma comunicação de mão única: somente a sua mão. Além dos anseios da comunidade que faz parte do planejamento das organizações, o profissional precisa compreender os anseios que os envolvidos com as comunidades esperam delas. Mais uma vez a onisciência precisa fazer presença, entender o que o “stakeholder do stakeholder” quer. As ferramentas permitem isso, mas o profissional de Relações Públicas dispõe de mão de obra para alocar toda essa informação e assim traçar a melhor estratégia de ação?
Enfim, as ferramentas de comunicação e interatividade permitem que até saibamos onde o nosso público está. Prova disso é o Foursquare, aplicativo em que o usuário registra sua presença a cada visita e ainda publica uma dica para outros usuários que visitarem o local. Uma dica que pode ser um elogio e uma recomendação, mas também pode ser uma crítica sobre o atendimento ou serviço prestado, com o plus de ser irradiado via twitter e Facebook. As organizações estarão nas redes sociais, quer elas queiram ou não.
O público – esse novo público – quer mais do que apenas consumir, ele quer interagir e se relacionar com as empresas. Que os profissionais de Relações Públicas estão preparados para montar redes de relacionamento, não existem dúvidas. O crucial é saber como abrir várias frentes de relacionamento, com tantos públicos distintos – ora fazendo parte dos públicos estratégicos, ora casuais – e ainda assim, manter um discurso único, direcionado a cada perfil e veicular um posicionamento oficial da organização.
A fórmula para o problema não é simples, ao contrário, é complexa e demanda estudo e empenho, principalmente em aceitar que esse público realmente mudou. Não cair na armadilha com o pensamento que Relações Públicas são os profissionais “ideais” para as redes sociais, também ajuda muito. Relações Públicas lançam mão das redes sociais em suas estratégias de comunicação com os públicos, mas não são operadores. Isso seria abrir mão da função estratégica para operacionalizar a comunicação.
Um bom começo é a consciência que mexeram com o público e nada mais será como antes. Promover as mudanças necessárias é inerente ao profissional de Relações Públicas, que jamais irá parar e perguntar ao vento: “quem mexeu no meu público”?
*Rubens Gualdieri é Relações Públicas, redator publicitário, interatividade e geração de conteúdo da Jota Propaganda. Tem twitter e não posta nada de Relações Públicas, afinal, tem muita gente ótima fazendo isso.
Google Analytics lança ferramenta que incorpora redes sociais
Postado por
Patrícia Morais
às
06:02
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Reuniões improdutivas - As cansativas reuniões com pouco resultado é um mal necessário?
Postado por
Patrícia Morais
às
20:16
quarta-feira, 1 de junho de 2011
O tema do artigo é algo que ninguém está isento, independente das carreiras escolhidas e níveis hierárquicos: são as cansativas reuniões improdutivas. Considerarei, nesta análise, apenas reuniões presenciais. São duas notícias, uma boa e outra ruim. A ruim é que esta doença corporativa nos seguirá até o final de nossas vidas e o lado positivo é que ela tem cura, desde que toda empresa se empenhe em mudar este sintoma.
As estatísticas mostram que o nível gerencial passa 50% de seu tempo em reuniões. Já a diretoria gasta ¾ de um dia de trabalho enclausurada em reunião. É muito tempo perdido. Quando afirmo que este “mal” nos seguirá até o final das nossas vidas, é por que acredito que há uma relação direta entre as reuniões improdutivas e o ser humano, isto mesmo, trata-se de uma característica comportamental organizacional. Duvida? Veja alguns motivos:
- Olha como eu trabalho - Os gerentes usam as reuniões para mostrar que, efetivamente, estão trabalhando, tanto para subordinados quanto para níveis superiores.
- Poder / Carência - Alguns usam as reuniões pelas falsas sensações de aceitação (característica simples de comportamentos de grupos), além de poder, principalmente quando assume a função de mediador ou quem tem a palavra.
- Todos fazem mesmo - As reuniões são feitas simplesmente porque todo mundo faz. O motivo não interessa, se virou gerente é quase um pré-requisito.
- Quem está na reta? - Reuniões servem para buscar, constantemente, culpados em todos os níveis e criar alianças.
- Deixa para a próxima - A procrastinação também é um bom motivo, convoca-se uma reunião para marcar a outra e postergar a decisão, criando-se um ciclo sem fim.
Pesquisando mais sobre o tema descobri que, devido à insatisfação geral, empresas como Pão de Açúcar e Colgate estão contratando ou treinando mediadores de reunião. Estes profissionais têm conhecimento específico para liderar discussões, possuem técnicas de gestão do tempo e também são responsáveis por evitar que as pessoas cheguem à reunião sem saber a pauta, por manter o foco do debate e por garantir que todos saiam do encontro com atividades definidas. Vamos, então, aos possíveis remédios:
Remédios tarja vermelha
1 – Defina claramente o tema - A literatura sobre a metodologia das reuniões recomenda que a agenda esteja previamente estabelecida e que todos os participantes tenham conhecimento dela.
2 – Marque horário para começar e terminar - O término é mais importante que o início. Comece na hora mesmo que todos não estejam na reunião, pois isto forçará que os atrasados se apressem nas próximas.
3 – Mantenha o número mínimo de pessoas - Reuniões grandes são mais improdutivas que menores. Se o processo de decisão envolver muitas pessoas, faça outros encontros com a mesma agenda.
4 – Foque sempre - Se alguém estiver saindo do tema, não o corte. Agradeça a participação e explique gentilmente que não é o momento. Reunião deveria ser similar ao Twitter para que todos falassem suas ideias em 140 caracteres.
5 – Desligue os celulares - Só atenda o telefone se for Deus ou o Presidente (não seria um sinônimo?)
Remédios tarja preta (uso controlado):
1 - Fique de pé - Ficar em pé gera um desconforto que serve como bom motivo para agilizar as decisões;
2 – Fuja da sala de reunião - Autores norte-americanos e novos gestores da geração Y sugerem reuniões no corredor ou em local aberto (varanda ou saguão) para que os participantes fiquem expostos e não caiam na tentação de “empurrar as soluções com a barriga”. Alguns mais radicais cortam até água e café.
Parece simples, mas não é, requer disciplina e controle, principalmente de egos. Se você, assim como eu, se sente incomodado com estas discussões intermináveis, divulgue este tema na sua empresa. Caso não dê certo, tente acertar em cheio o bolso da sua empresa.
Indique um site interessante, chamado Meet or Die: nele você poderá incluir quantas horas durou sua última reunião, qual o setor que trabalha, o tamanho da sua empresa e os cargos dos participantes para, a partir dos dados, descobrir quanto dinheiro foi desperdiçado nesta reunião pela sua empresa. Talvez esta seja a única cura deste eterno sintoma.
Depois me diga se deu certo.
Augusto Uchôa (Graduado em Comunicação Social pela ESPM, mestre em Administração de Empresas pelo Ibmec-RJ com especialização em Marketing, doutorando pela Coppe/UFRJ, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento. Atualmente ministra aulas pelo IBMR-Laureatte e palestras sobre os temas Marketing, Negociação, Serviços e Relacionamento)
FONTE: Portal HSM
30/05/2011
As estatísticas mostram que o nível gerencial passa 50% de seu tempo em reuniões. Já a diretoria gasta ¾ de um dia de trabalho enclausurada em reunião. É muito tempo perdido. Quando afirmo que este “mal” nos seguirá até o final das nossas vidas, é por que acredito que há uma relação direta entre as reuniões improdutivas e o ser humano, isto mesmo, trata-se de uma característica comportamental organizacional. Duvida? Veja alguns motivos:
- Olha como eu trabalho - Os gerentes usam as reuniões para mostrar que, efetivamente, estão trabalhando, tanto para subordinados quanto para níveis superiores.
- Poder / Carência - Alguns usam as reuniões pelas falsas sensações de aceitação (característica simples de comportamentos de grupos), além de poder, principalmente quando assume a função de mediador ou quem tem a palavra.
- Todos fazem mesmo - As reuniões são feitas simplesmente porque todo mundo faz. O motivo não interessa, se virou gerente é quase um pré-requisito.
- Quem está na reta? - Reuniões servem para buscar, constantemente, culpados em todos os níveis e criar alianças.
- Deixa para a próxima - A procrastinação também é um bom motivo, convoca-se uma reunião para marcar a outra e postergar a decisão, criando-se um ciclo sem fim.
Pesquisando mais sobre o tema descobri que, devido à insatisfação geral, empresas como Pão de Açúcar e Colgate estão contratando ou treinando mediadores de reunião. Estes profissionais têm conhecimento específico para liderar discussões, possuem técnicas de gestão do tempo e também são responsáveis por evitar que as pessoas cheguem à reunião sem saber a pauta, por manter o foco do debate e por garantir que todos saiam do encontro com atividades definidas. Vamos, então, aos possíveis remédios:
Remédios tarja vermelha
1 – Defina claramente o tema - A literatura sobre a metodologia das reuniões recomenda que a agenda esteja previamente estabelecida e que todos os participantes tenham conhecimento dela.
2 – Marque horário para começar e terminar - O término é mais importante que o início. Comece na hora mesmo que todos não estejam na reunião, pois isto forçará que os atrasados se apressem nas próximas.
3 – Mantenha o número mínimo de pessoas - Reuniões grandes são mais improdutivas que menores. Se o processo de decisão envolver muitas pessoas, faça outros encontros com a mesma agenda.
4 – Foque sempre - Se alguém estiver saindo do tema, não o corte. Agradeça a participação e explique gentilmente que não é o momento. Reunião deveria ser similar ao Twitter para que todos falassem suas ideias em 140 caracteres.
5 – Desligue os celulares - Só atenda o telefone se for Deus ou o Presidente (não seria um sinônimo?)
Remédios tarja preta (uso controlado):
1 - Fique de pé - Ficar em pé gera um desconforto que serve como bom motivo para agilizar as decisões;
2 – Fuja da sala de reunião - Autores norte-americanos e novos gestores da geração Y sugerem reuniões no corredor ou em local aberto (varanda ou saguão) para que os participantes fiquem expostos e não caiam na tentação de “empurrar as soluções com a barriga”. Alguns mais radicais cortam até água e café.
Parece simples, mas não é, requer disciplina e controle, principalmente de egos. Se você, assim como eu, se sente incomodado com estas discussões intermináveis, divulgue este tema na sua empresa. Caso não dê certo, tente acertar em cheio o bolso da sua empresa.
Indique um site interessante, chamado Meet or Die: nele você poderá incluir quantas horas durou sua última reunião, qual o setor que trabalha, o tamanho da sua empresa e os cargos dos participantes para, a partir dos dados, descobrir quanto dinheiro foi desperdiçado nesta reunião pela sua empresa. Talvez esta seja a única cura deste eterno sintoma.
Depois me diga se deu certo.
Augusto Uchôa (Graduado em Comunicação Social pela ESPM, mestre em Administração de Empresas pelo Ibmec-RJ com especialização em Marketing, doutorando pela Coppe/UFRJ, consultor de empresas e fundador do Boteco do Conhecimento. Atualmente ministra aulas pelo IBMR-Laureatte e palestras sobre os temas Marketing, Negociação, Serviços e Relacionamento)
FONTE: Portal HSM
30/05/2011
Seis passos para potencializar os negócios no meio digital
Postado por
Patrícia Morais
às
20:12
O que uma empresa de treinamentos, uma loja especializada em decoração e uma metalúrgica podem ter em comum? Mais do que você pode imaginar. O Grupo Luz, a PortCasa e a Geguton comemoraram crescimento de até 120% em seus negócios em um ano marcado pela crise econômica mundial que derrubou diversos países (e companhias) e fez o governo celebrar o crescimento zero apresentado pelo PIB brasileiro como uma façanha. Para alcançar estes resultados, as três investiram na internet como uma de suas principais ferramentas de vendas.
O Grupo Luz, de Ribeirão Preto, aumentou em 40% o número de matrículas de seus cursos de fotografia com campanhas nas mídias e redes sociais. Em São Paulo, a PortCasa cresceu 120% em apenas um ano investindo pesado em marketing digital para sua loja eletrônica. E a gaúcha Geguton aumentou seu cadastro de clientes ativos em 70% ao facilitar as compras em seu site.
São exemplos concretos de empresas que estão aproveitando para surfar na grande onda da internet no Brasil, que já engloba 66 milhões de brasileiros, praticamente um terço da população.
Números, aliás, não faltam para justificar os investimentos em marketing digital no país. O brasileiro é o que passa mais tempo online no mundo, uma média de 44 horas/mês, e está entre os que mais acessam as redes e mídias sociais como Orkut e Twitter.
Com uma presença tão marcante, não é à toa que a internet seja cada vez mais importante, inclusive na forma como compramos. Pesquisa realizada recentemente pelo Datafolha revelou que 38% dos consumidores das classes A e B e 30% da classe C levam em consideração informações de sites para escolher produtos, marcas e lojas. São as pessoas que movimentaram cerca de R$ 10,5 bilhões no comércio eletrônico em 2009.
Para se obter taxas de crescimento de dois a três dígitos por ano não basta jogar a prancha na água, ou seja, montar o site ou loja virtual e esperar os contatos e pedidos. Requer planejamento de uma série de ações de comunicação, o que chamamos de marketing digital. E a rápida evolução da tecnologia, o surgimento de novos recursos e tendências faz com que estas ações tenham de ser cada vez mais coordenadas para atingir seus objetivos. Seguem abaixo os principais recursos e como podem ser melhor utilizados para alavancar seus negócios.
Site com “usabilidade”: usabilidade significa facilidade de uso. Quanto maior a usabilidade em um website, maior a rapidez do usuário em aprender a utilizá-lo e a encontrar o que procura. Quanto mais fácil e mais rápido for encontrar o que interessa, maior a satisfação da pessoa que o visita e maiores as chances de um contato efetivo. Ou seja, a palavra de ordem hoje é simplicidade, portanto nada de sites pirotécnicos, com introdução animada, geralmente feitos com programação Flash, que demoram uma eternidade para carregar. Ninguém tem mais paciência para isso.
Confira seis maneiras de potencializar recursos já existentes na web 2.0 e alavanque seus negócios.
Otimização: é também chamada SEO (das iniciais em inglês para Search Engine Optimization, otimização para mecanismos de busca). De forma simples, a otimização pode ser entendida como uma série de técnicas para estruturar as principais informações sobre a sua empresa, produtos e serviços contidas no site de forma a serem mais facilmente localizadas pelos buscadores. A base desta organização são as palavras-chave, frases e títulos dos conteúdos do site, que devem ser específicas, constantemente atualizadas e estar diretamente relacionadas aos negócios, serviços ou produtos da empresa. Mas atenção: a otimização só funciona em sites construídos em uma programação que permita aos buscadores identificarem estas palavras, por isso mais um motivo para não usar o Flash, pois além de tornar o site mais “pesado” para carregar, também dificulta a localização das palavras-chave.
Publicidade online: é a propaganda feita na internet e se divide de duas formas. A primeira é por meio de links patrocinados em sites de busca, como o Google Adwords ou o Yahoo! Search Marketing, e é indicado para venda direta. Por exemplo, se você possui uma loja de câmeras fotográficas, pode vincular seu anúncio para aparecer ao lado dos resultados relacionados à fotografia.
A segunda é por meio de anúncios (também chamados banners) em sites, redes e mídias sociais relacionados ao produto ou serviço, sendo indicada como publicidade institucional. Nesse caso, o ideal é vincular o anúncio da sua loja de câmeras fotográficas em sites e comunidades especializados em fotografia.
As duas vêm revolucionando a publicidade por serem extremamente acessíveis (qualquer empresa pode iniciar sua própria campanha com orçamento modesto) e permitir a mensuração dos resultados das mais diversas maneiras, sendo ideal para pequenas e médias empresas. Porém, a simplicidade em criar e colocar no ar as campanhas pode ser enganosa. Se não forem atualizadas constantemente para acompanhar as mudanças da concorrência, corre o risco de não gerar os resultados esperados.
Inteligência de mercado: os mecanismos de busca como o Google oferecem gratuitamente ferramentas para monitoramento. Permitem mensurar, por exemplo, qual a “audiência” do site da empresa (origem geográfica, páginas mais visitadas, tempo de permanência, como o internauta chegou ao site, quais conteúdos influenciam no processo de compra) e a tendência e procura mensal por palavras-chaves (entendam-se, neste caso, produtos ou serviços oferecidos por sua empresa), assim como o posicionamento do site e dos concorrentes nas pesquisas. É uma forma eficaz e acessível de inteligência de mercado.
Redes Sociais: Redes sociais como Orkut, Facebook, Plaxo, MySpace etc, assim como as mídias sociais (Twitter, Flickr, Slideshare e congêneres) são o grande tema do momento da mídia. Diariamente surgem casos de empresas que as utilizaram com sucesso, levando muitos especialistas a declarar que o futuro dos negócios está nestas plataformas.
Exageros à parte, não há como contestar sua importância como canais de comunicação direta entre a empresa e seus clientes. Mas antes é preciso entender como funcionam, como seu público-alvo interage e, com base nestas informações, definir as mais adequadas, monitorando os resultados.
Email Marketing: a propaganda por email é uma das mais conhecidas e eficazes ferramentas de marketing digital que se tem notícia. Pesquisa realizada recentemente revelou que 64% dos entrevistados afirmaram fazer compras após o recebimento de um email promocional. Em contrapartida, é uma das mais mal utilizadas. O primeiro passo de uma campanha é estabelecer objetivos e uma estratégia sobre como utilizar as diferentes formas de mensagem. Um email marketing pode ter diferentes propósitos: transmitir informações relevantes para o receptor (caso das newsletters), oferecer uma promoção, destacar os diferenciais de seus produtos e serviços, ser uma ferramenta de relacionamento (com cumprimentos de aniversário, ano novo, novo cliente, promoção no cargo etc).
Silvio Tanabe (Consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital - www.magoweb.com/clinicadigital)
Fonte: HSM Online
19/03/2010
O Grupo Luz, de Ribeirão Preto, aumentou em 40% o número de matrículas de seus cursos de fotografia com campanhas nas mídias e redes sociais. Em São Paulo, a PortCasa cresceu 120% em apenas um ano investindo pesado em marketing digital para sua loja eletrônica. E a gaúcha Geguton aumentou seu cadastro de clientes ativos em 70% ao facilitar as compras em seu site.
São exemplos concretos de empresas que estão aproveitando para surfar na grande onda da internet no Brasil, que já engloba 66 milhões de brasileiros, praticamente um terço da população.
Números, aliás, não faltam para justificar os investimentos em marketing digital no país. O brasileiro é o que passa mais tempo online no mundo, uma média de 44 horas/mês, e está entre os que mais acessam as redes e mídias sociais como Orkut e Twitter.
Com uma presença tão marcante, não é à toa que a internet seja cada vez mais importante, inclusive na forma como compramos. Pesquisa realizada recentemente pelo Datafolha revelou que 38% dos consumidores das classes A e B e 30% da classe C levam em consideração informações de sites para escolher produtos, marcas e lojas. São as pessoas que movimentaram cerca de R$ 10,5 bilhões no comércio eletrônico em 2009.
Para se obter taxas de crescimento de dois a três dígitos por ano não basta jogar a prancha na água, ou seja, montar o site ou loja virtual e esperar os contatos e pedidos. Requer planejamento de uma série de ações de comunicação, o que chamamos de marketing digital. E a rápida evolução da tecnologia, o surgimento de novos recursos e tendências faz com que estas ações tenham de ser cada vez mais coordenadas para atingir seus objetivos. Seguem abaixo os principais recursos e como podem ser melhor utilizados para alavancar seus negócios.
Site com “usabilidade”: usabilidade significa facilidade de uso. Quanto maior a usabilidade em um website, maior a rapidez do usuário em aprender a utilizá-lo e a encontrar o que procura. Quanto mais fácil e mais rápido for encontrar o que interessa, maior a satisfação da pessoa que o visita e maiores as chances de um contato efetivo. Ou seja, a palavra de ordem hoje é simplicidade, portanto nada de sites pirotécnicos, com introdução animada, geralmente feitos com programação Flash, que demoram uma eternidade para carregar. Ninguém tem mais paciência para isso.
Confira seis maneiras de potencializar recursos já existentes na web 2.0 e alavanque seus negócios.
Otimização: é também chamada SEO (das iniciais em inglês para Search Engine Optimization, otimização para mecanismos de busca). De forma simples, a otimização pode ser entendida como uma série de técnicas para estruturar as principais informações sobre a sua empresa, produtos e serviços contidas no site de forma a serem mais facilmente localizadas pelos buscadores. A base desta organização são as palavras-chave, frases e títulos dos conteúdos do site, que devem ser específicas, constantemente atualizadas e estar diretamente relacionadas aos negócios, serviços ou produtos da empresa. Mas atenção: a otimização só funciona em sites construídos em uma programação que permita aos buscadores identificarem estas palavras, por isso mais um motivo para não usar o Flash, pois além de tornar o site mais “pesado” para carregar, também dificulta a localização das palavras-chave.
Publicidade online: é a propaganda feita na internet e se divide de duas formas. A primeira é por meio de links patrocinados em sites de busca, como o Google Adwords ou o Yahoo! Search Marketing, e é indicado para venda direta. Por exemplo, se você possui uma loja de câmeras fotográficas, pode vincular seu anúncio para aparecer ao lado dos resultados relacionados à fotografia.
A segunda é por meio de anúncios (também chamados banners) em sites, redes e mídias sociais relacionados ao produto ou serviço, sendo indicada como publicidade institucional. Nesse caso, o ideal é vincular o anúncio da sua loja de câmeras fotográficas em sites e comunidades especializados em fotografia.
As duas vêm revolucionando a publicidade por serem extremamente acessíveis (qualquer empresa pode iniciar sua própria campanha com orçamento modesto) e permitir a mensuração dos resultados das mais diversas maneiras, sendo ideal para pequenas e médias empresas. Porém, a simplicidade em criar e colocar no ar as campanhas pode ser enganosa. Se não forem atualizadas constantemente para acompanhar as mudanças da concorrência, corre o risco de não gerar os resultados esperados.
Inteligência de mercado: os mecanismos de busca como o Google oferecem gratuitamente ferramentas para monitoramento. Permitem mensurar, por exemplo, qual a “audiência” do site da empresa (origem geográfica, páginas mais visitadas, tempo de permanência, como o internauta chegou ao site, quais conteúdos influenciam no processo de compra) e a tendência e procura mensal por palavras-chaves (entendam-se, neste caso, produtos ou serviços oferecidos por sua empresa), assim como o posicionamento do site e dos concorrentes nas pesquisas. É uma forma eficaz e acessível de inteligência de mercado.
Redes Sociais: Redes sociais como Orkut, Facebook, Plaxo, MySpace etc, assim como as mídias sociais (Twitter, Flickr, Slideshare e congêneres) são o grande tema do momento da mídia. Diariamente surgem casos de empresas que as utilizaram com sucesso, levando muitos especialistas a declarar que o futuro dos negócios está nestas plataformas.
Exageros à parte, não há como contestar sua importância como canais de comunicação direta entre a empresa e seus clientes. Mas antes é preciso entender como funcionam, como seu público-alvo interage e, com base nestas informações, definir as mais adequadas, monitorando os resultados.
Email Marketing: a propaganda por email é uma das mais conhecidas e eficazes ferramentas de marketing digital que se tem notícia. Pesquisa realizada recentemente revelou que 64% dos entrevistados afirmaram fazer compras após o recebimento de um email promocional. Em contrapartida, é uma das mais mal utilizadas. O primeiro passo de uma campanha é estabelecer objetivos e uma estratégia sobre como utilizar as diferentes formas de mensagem. Um email marketing pode ter diferentes propósitos: transmitir informações relevantes para o receptor (caso das newsletters), oferecer uma promoção, destacar os diferenciais de seus produtos e serviços, ser uma ferramenta de relacionamento (com cumprimentos de aniversário, ano novo, novo cliente, promoção no cargo etc).
Silvio Tanabe (Consultor de marketing digital da Magoweb e autor do blog Clínica Marketing Digital - www.magoweb.com/clinicadigital)
Fonte: HSM Online
19/03/2010
Clay Shirky defende uso das redes sociais nas empresas como estratégia de relacionamento.
Postado por
Patrícia Morais
às
20:07
SÃO PAULO – O ensaísta, pesquisador e escritor americano Clay Shirky defendeu hoje, em São Paulo, que as redes sociais não são pura perda de tempo e disse que a colaboração online pode revolucionar a política e a educação no mundo.
Autor do livro “A Cultura da Participação” e articulista de publicações como NY Times e Wall Street Journal, Clay visitou São Paulo a convite da operadora Vivo para falar sobre o futuro da internet.
Na opinião do guru americano, as principais contribuições que a web trará às pessoas nos próximos anos não serão tecnológicas, mas sim sociais. “Muita gente possui tempo livre e pode usá-lo a favor de ações sociais sem sair de casa, simplesmente usando a web. Pessoas podem atuar, por exemplo, disseminando conteúdo educacional de forma colaborativa”, anotou.
Shirky citou recentes mobilizações sociais no Quênia e na Índia que se basearam no uso da web para organizar as pessoas em torno de ações contra a violência e a favor da educação.
“A internet, por meio de um movimento colaborativo, pode melhorar muito a educação em vários países. Estudantes de várias partes do globo podem se ajudar a aprender”, afirmou. Um obstáculo óbvio ao uso da web para esse fim é o fato de muitas pessoas não terem acesso à banda larga hoje em dia. “Infelizmente, metade da população mundial ainda está sem acesso à internet” disse.
Questionado sobre o real papel das redes sociais, como Twitter e Facebook, Shirky disse elas são usadas para compartilhamento de assuntos banais, mas também podem ser um meio de abordar questões mais sérias.
“Redes sociais têm coisas bobas e coisas sérias. Podem ser usadas para discutir sobre futebol, fazer piadas e tratar de temas divertidos, mas ao mesmo tempo podem causar uma revolução. É possível passarmos de discussões mais sérias para debates sobre coisas banais e vice-versa”, opinou.
Shirky também tratou sobre o uso das redes de relacionamento social por parte das empresas. “As empresas podem usar as redes sociais, como o Twitter, para interagir com os clientes. Não só para promover seus produtos. Um exemplo disso é a Best Buy, que usa a ferramenta para ajudar o consumidor quando ele tem alguma dificuldade ou encontra algum problema com algo que comprou. A rede social tem essa função colaborativa”, declarou.
fonte: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/clay-shirky-defende-internet-colaborativa-01062011-42.shl
Autor do livro “A Cultura da Participação” e articulista de publicações como NY Times e Wall Street Journal, Clay visitou São Paulo a convite da operadora Vivo para falar sobre o futuro da internet.
Na opinião do guru americano, as principais contribuições que a web trará às pessoas nos próximos anos não serão tecnológicas, mas sim sociais. “Muita gente possui tempo livre e pode usá-lo a favor de ações sociais sem sair de casa, simplesmente usando a web. Pessoas podem atuar, por exemplo, disseminando conteúdo educacional de forma colaborativa”, anotou.
Shirky citou recentes mobilizações sociais no Quênia e na Índia que se basearam no uso da web para organizar as pessoas em torno de ações contra a violência e a favor da educação.
“A internet, por meio de um movimento colaborativo, pode melhorar muito a educação em vários países. Estudantes de várias partes do globo podem se ajudar a aprender”, afirmou. Um obstáculo óbvio ao uso da web para esse fim é o fato de muitas pessoas não terem acesso à banda larga hoje em dia. “Infelizmente, metade da população mundial ainda está sem acesso à internet” disse.
Questionado sobre o real papel das redes sociais, como Twitter e Facebook, Shirky disse elas são usadas para compartilhamento de assuntos banais, mas também podem ser um meio de abordar questões mais sérias.
“Redes sociais têm coisas bobas e coisas sérias. Podem ser usadas para discutir sobre futebol, fazer piadas e tratar de temas divertidos, mas ao mesmo tempo podem causar uma revolução. É possível passarmos de discussões mais sérias para debates sobre coisas banais e vice-versa”, opinou.
Shirky também tratou sobre o uso das redes de relacionamento social por parte das empresas. “As empresas podem usar as redes sociais, como o Twitter, para interagir com os clientes. Não só para promover seus produtos. Um exemplo disso é a Best Buy, que usa a ferramenta para ajudar o consumidor quando ele tem alguma dificuldade ou encontra algum problema com algo que comprou. A rede social tem essa função colaborativa”, declarou.
fonte: http://info.abril.com.br/noticias/mercado/clay-shirky-defende-internet-colaborativa-01062011-42.shl
Gestão do conhecimento nas redes sociais | Portal HSM
Postado por
Patrícia Morais
às
07:18
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Conheça alguns cases sobre empresas que estão utilizando o poder dos usuários na internet para inovar em seus negócios e transformar o mundo.Monitorar dados de seus clientes, transformá-los em informações e aplicá-los em seus negócios, transformando-os através da visão destas pessoas, é o que chamamos hoje de inovação aberta. O poder está na mão dos usuários, que não são mais uma audiência, mas veículos que produzem e transmitem conteúdo pela web. Ter conhecimento do que eles falam nas redes e usar isso a favor é essencial. Alguns cases:
KLM – Reclamações via Twitter geram insights para novo voo: um holandês twittou sobre a falta de voos diretos de Amsterdam para Miami, gerando grande repercussão na rede por DJs, promoters e profissionais da área de festas e baladas. A empresa aérea lançou um desafio: criaria o voo Amsterdam-Miami se os 351 assentos fossem reservados antes do dia 6 de dezembro de 2010. Em 5 horas, os assentos se esgotaram!
Marca de roupa H&M pede inspiração para blogueira de moda: Elin Kling, uma famosa blogueira de moda sueca, chamou à atenção de grandes marcas de moda e se uniu a H&M do seu país para lançar uma linha de roupa baseada em seu estilo. As roupas refletem uma mulher moderna, minimalista e boêmia.
O domínio do vídeo online
De acordo com um estudo da Cisco, haverá um crescimento de tráfego de dados global de mais de 30% ao ano até 2014, no qual a soma de todos os tipos e formatos de vídeo (TV, Internet, on demand etc) ultrapassará 91% deste tráfego. E o vídeo online representará sozinho, 57% de todo o tráfego online consumido em 2014. Alguns cases:
Faculdade de Londres oferece curso de graça pelo Facebook: London School of Business and Finance anunciou que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo, qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de discussões, tudo acessível se você “curtir” a página. http://www.lsbf.org.uk/
Ford documenta sua campanha de apoio a ONGs: a Ford lançou, no final do ano passado, o projeto The People’s Fleet, que emprestou 12 Ford Fiestas para 12 ONGs de Los Angeles, visando ajudar esses grupos a economizarem dinheiro, divulgar seu trabalho e ainda resolver os problemas de transporte. Para maior divulgação e envolvimento do público, essa campanha está sendo documentada, com vídeos semanais sobre o trabalho dessas ONGs. http://www.thepeoplesfleet.com/
Maximizar o digital no real
Nike InterTwitter Race: unindo a corrida offline “10k” com uma corrida por followers no Twitter: a Nike 10K de Buenos Aires desafiou a noção do que significa ter e ganhar “seguidores”, competindo com seus concorrentes, tanto em uma corrida real quanto no Twitter. Uma colaboração entre a Nike, a BBDO Argentina e + Castro resultou na corrida online+offline InterTwitter Nike, um aplicativo que compara e visualiza o número de seguidores que um corredor tem na corrida 10k (através do seu histórico de corridas) e o número de seguidores do Twitter que conseguiram gerar e manter online. Além disso, são gerados desafios virtuais entre os competidores, executados em vídeos customizados e integrados ao Google Earth. http://werunbuenosaires.com/intertwitter/
Customização de produtos via Facebook: a BMW Itália está oferecendo aos seus fãs no Facebook a oportunidade de apresentar seus projetos de design de carro. Os fãs podem votar em seus designs favoritos. O vencedor da competição terá seu projeto realizado como um carro de edição limitada. Fan Page: http://www.facebook.com/BMW.Italia
Pop-up store no Facebook: em março de 2011, a Fan Page do ketchup Heinz no Reino Unido ofereceu aos seus fãs a oportunidade de experimentar uma edição limitada do produto, através de um ecommerce “pop-up” no próprio Facebook. Foram disponibilizadas 3.000 garrafas de catchup vinagre balsâmico para compra, criando um buzz em torno do novo produto. Os usuários eram obrigados a “curtir” a página para acessar a oferta. Fan Page: http://www.facebook.com/HeinzKetchupUK?sk=app_194477550575090
O valor dos 3 F – Fan, Followers e Friends
Branded content: valorizar a marca e, quem sabe, vender
De blogs à Tumblrs, branded content tem sido uma das principais estratégias de marketing online de marcas de moda – exemplos de sucesso na comunicação online, que necessitam de formas inovadoras para se conectar com seus clientes. O branded content tem vários propósitos: entretenimento de clientes, publicidade, engajamento social, venda de produto. Marcas que produzem conteúdo estão a um passo a frente, tendo em mãos uma ferramenta que blogueiros e qualquer outra mídia podem compartilhar. Em 2011, o branded content é tendência para alavancar marcas no meio online. Alguns cases:
Louis Vuitton – NOWNESS: a marca conta, a partir de uma curadoria e produção de conteúdo, seu mundo, sua história e das pessoas que contribuem para a marca. Seja por escrito, por fotografia ou vídeo. Através de NOWNESS – Twitter, Facebook, YouTube e o próprio site, que virou referência de moda e luxo – a Louis Vuitton criou uma comunidade que compartilha conteúdo mundialmente, passando o valor de sua marca e atingindo uma nova fronteira de influenciadores. http://www.nowness.com/
A ascensão dos social games
Cerca de 68,7 milhões de americanos estarão jogando socialgames até 2012 - segundo eMarketer. Os social games avançam a cada dia devido aos objetivos simples de cada jogo: diversão, competição e cooperação. O sucesso de cada game acaba sendo associado também à popularidade do próprio site. Para as empresas, a contextualização da marca no ambiente do social game é essencial para ampliar sua visibilidade e obter consumidores fiéis e engajados. Além disso, o fácil acesso às informações (perfil, preferências etc) de usuários amplia a possibilidade de oportunidades tanto para desenvolvedores quanto para anunciantes.
Jogue Street Fighter 2 dentro do Facebook: os fãs da franquia Street Fighter que ainda lembram com carinho da época em que o game era encontrado em qualquer arcade agora podem matar as saudades com um novo aplicativo para o Facebook.
Social commerce humanizando marcas
O DNA do social commerce são os relacionamentos, as conversas, a volta do comércio nas praças públicas na década de 1970. O social commerce requer que as empresas ajam como humanas. No lugar de procurar por informações, os consumidores estão descobrindo coisas através de referências e recomendações de quem confiam. Mais do que um mediador de CTR (click-through rates), isso requer ajustes, como os dois abaixo levantados pelo Techcrunch:
• Praticar a arte da conversa: social commerce não é “captura de leads” ou construir enormes “bases de dados”. É falar com pessoas com uma voz autêntica, a mesma voz que usaria se estivesse falando com os usuários pessoalmente. Afinal, as empresas estão falando com seus clientes no mesmo lugar em que eles constumam conversar com seus amigos.
• Construir um relacionamento mais forte com o consumidor: consumidores são um network confiável, uma comunidade que rodeia os negócios. Cuidando dos clientes, as empresas não apenas construirão melhores relacionamentos, mas também abastecerão seus níveis de confiança como fonte de referências e recomendações.
• Foursquare lança recurso com foco no Social Commerce: o novo recurso permite que os consumidores sejam alertados quando existir alguma oferta próxima de sua localização. A nova ferramenta tem como objetivo impulsionar as receitas da empresa. No momento, o “ShopAlert” (serviço que opera através de geolocalização) está disponível apenas em quatro cidades dos Estados Unidos: Chicago, Los Angeles, Nova York e San Francisco. O novo recurso também possui algumas funcionalidades para fornecedores interessados em anunciar suas promoções. O “Foursquare Merchant Platform” é gratuito, e permite aos fornecedores segmentarem as ofertas por sexo, dia, hora, entre outros.
Geolocalização + crowdsourcing
Red Bull Street Art View
Houve um grande buzz sobre o Google Art Project, uma ferramenta que proporciona aos usuários visitas virtuais em alguns dos melhores museus do mundo. A Red Bull se inspirou nisso e criou um mashup com o Google Street View, o Red Bull Street Art View, que permite às pessoas taguear suas peças favoritas de arte de rua ao redor do globo – e compartilhá-las com outros usuários.
As obras podem ser pesquisadas por local ou por autor através do mapa do Google. Ao se aproximar da obra, o mapa se transforma no Google Street View, mostrando em detalhes os melhores graffittis do mundo. Após poucos dias no ar, a plataforma já tem mais de 200 muros marcados em vários países, incluindo nomes como Keith Haring, Os Gêmeos e Banksy.
Crowndsourcing e a abundância das multidões
(Emprestei o texto de Erica Brasil)
“O conceito de Crowdsourcing vem ganhando cada vez mais relevância no mundo. O termo estreou em uma reportagem de Jeff Howe Page para a revista americana Wired em 2006 e hoje contabiliza sucessos, fracassos e algumas variações na definição. Em inglês, resulta da junção de “crowd” (multidão) com “sourcing” (fonte, também interpretado como terceirização). “Inteligência Coletiva” e “Open Innovation” são reconhecidos como sinônimos.
Trata-se de apresentar um desafio ou problema para um grupo de indivíduos, permitindo que eles participem de um processo no qual são apontadas soluções criadas e aprimoradas coletivamente.
Foi assim com a Colgate-Palmolive, que precisava descobrir uma forma de inserir o pó de flúor no tubo da pasta de dente sem que ele se dispersasse pelo ar. Ed Melcarek já sabia a resposta antes mesmo de terminar a leitura: transmitir uma carga elétrica ao pó faria com que ele fosse atraído para o tubo. Assim, o criativo cientista aplicou seus conhecimentos em foguetes, ganhou 25 mil dólares e ajudou a empresa, que gastaria um valor muito superior em Pesquisa e Desenvolvimento para talvez chegar à mesma conclusão.
A era da transparência: mobilizações de uma geração conectada
A Revista Time considerou Wael Ghonim (do Google), que teve papel-chave na mobilização via redes sociais que acelerou a queda do ditador egípcio, um exemplo marcante do nascimento desta nova era.
“Não houve um herói, porque todos foram heróis.” E também disse: “O poder das pessoas é muito mais forte do que as pessoas no poder.” (Wael Ghonim, do Google)
Três casos recentes nos fazem refletir sobre como as transformações tecnológicas e redes sociais estão catalizando esse processo de busca de transparência dos indivíduos.
Quando o presidente mundial do Burger King, o brasileiro Bernardo Hees, fez comentários depreciativos sobre as mulheres e a comida britânica em uma palestra para estudantes no EUA, a polêmica correu o mundo após publicação em um jornal estudantil de Chicago, da universidade para o mundo.
Ou quando os alunos da tradicional escola Arquidiocesano, de São Paulo, se mobilizaram contra o aumento dos salgados na cantina, com direito à hashtag #abaixoacalu que, por cerca de 24 horas, foi um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Kassab também enfrentou uma manifestação em Paris, onde um grupo de brasileiros rebatiam o aumento das passagens de ônibus em São Paulo como solidariedade aos familiares e colegas da terra natal. Em Paris, os manifestantes diziam: “a vergonha que foi o aumento das tarifas em São Paulo agora ficará conhecida em todo o mundo”.
Tudo isto, me relembrou meu TEDXPortoAlegre.
Onde questionei, o que faz a humanidade gastar 600 milhões de horas editando a Wikipedia? O que faz um astronauta fazer check-in fora do planeta Terra? O que faz 100 mil pessoas serem voluntárias dos Jogos Olímpicos de Londres? O que faz gastarmos 1 trilhão de horas interagindo nas redes sociais? Se apenas 5% do nosso tempo for para fazer algo bom, já mudamos o mundo.
Ontem - Era Industrial:
• Economia de produção
• Vapor
Hoje - Era digital:
• Economia do conhecimento
• Compartilhar ideias
É hora de mudar o mundo, não ter pensamentos como: “Teve uma grande ideia? Respira que logo que passa!” ou “Empresas do século XX, pessoas do século XXI. Vamos contratar pessoas diferentes, mas todas elas têm que ficar iguais quando entrarem aqui.”
Precisamos de mais poesias e de menos palavras. Esse é o mundo que está em jogo agora. Você é o que você compartilha. É um hiato de gerações. O tempo coletivo é um bem social. Temos que pensar menos consumo e mais engajamento. Tem uma música nova nessa humanidade e um lugar que nós não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.
Fontes: Trendwatching, Techcrunch, PSFK, Cisco Portal Administradores, RioCriativo, Estrombo, Sebrae, Portal HSM, Cidade do Conhecimento – USP, Good, MindShift, Harvard Business Review, Érica Brasil - Núcleo de Inovação & Redes Sociais dos Inovadores ESPM.
Por Gil Giardelli, Samanta Fluture, Gaia Creative e Equipe Inovadores ESPM
Portal HSM
20/05/2011
Gestão do conhecimento nas redes sociais | Portal HSM
KLM – Reclamações via Twitter geram insights para novo voo: um holandês twittou sobre a falta de voos diretos de Amsterdam para Miami, gerando grande repercussão na rede por DJs, promoters e profissionais da área de festas e baladas. A empresa aérea lançou um desafio: criaria o voo Amsterdam-Miami se os 351 assentos fossem reservados antes do dia 6 de dezembro de 2010. Em 5 horas, os assentos se esgotaram!
Marca de roupa H&M pede inspiração para blogueira de moda: Elin Kling, uma famosa blogueira de moda sueca, chamou à atenção de grandes marcas de moda e se uniu a H&M do seu país para lançar uma linha de roupa baseada em seu estilo. As roupas refletem uma mulher moderna, minimalista e boêmia.
O domínio do vídeo online
De acordo com um estudo da Cisco, haverá um crescimento de tráfego de dados global de mais de 30% ao ano até 2014, no qual a soma de todos os tipos e formatos de vídeo (TV, Internet, on demand etc) ultrapassará 91% deste tráfego. E o vídeo online representará sozinho, 57% de todo o tráfego online consumido em 2014. Alguns cases:
Faculdade de Londres oferece curso de graça pelo Facebook: London School of Business and Finance anunciou que quer facilitar o acesso à educação de qualidade. Sem custo, qualquer estudante com um computador conectado pode se cadastrar para as aulas no Facebook, e só pagar se decidirem usar o curso como créditos para a faculdade. No Facebook, terão aulas em vídeo e grupos de discussões, tudo acessível se você “curtir” a página. http://www.lsbf.org.uk/
Ford documenta sua campanha de apoio a ONGs: a Ford lançou, no final do ano passado, o projeto The People’s Fleet, que emprestou 12 Ford Fiestas para 12 ONGs de Los Angeles, visando ajudar esses grupos a economizarem dinheiro, divulgar seu trabalho e ainda resolver os problemas de transporte. Para maior divulgação e envolvimento do público, essa campanha está sendo documentada, com vídeos semanais sobre o trabalho dessas ONGs. http://www.thepeoplesfleet.com/
Maximizar o digital no real
Nike InterTwitter Race: unindo a corrida offline “10k” com uma corrida por followers no Twitter: a Nike 10K de Buenos Aires desafiou a noção do que significa ter e ganhar “seguidores”, competindo com seus concorrentes, tanto em uma corrida real quanto no Twitter. Uma colaboração entre a Nike, a BBDO Argentina e + Castro resultou na corrida online+offline InterTwitter Nike, um aplicativo que compara e visualiza o número de seguidores que um corredor tem na corrida 10k (através do seu histórico de corridas) e o número de seguidores do Twitter que conseguiram gerar e manter online. Além disso, são gerados desafios virtuais entre os competidores, executados em vídeos customizados e integrados ao Google Earth. http://werunbuenosaires.com/intertwitter/
Customização de produtos via Facebook: a BMW Itália está oferecendo aos seus fãs no Facebook a oportunidade de apresentar seus projetos de design de carro. Os fãs podem votar em seus designs favoritos. O vencedor da competição terá seu projeto realizado como um carro de edição limitada. Fan Page: http://www.facebook.com/BMW.Italia
Pop-up store no Facebook: em março de 2011, a Fan Page do ketchup Heinz no Reino Unido ofereceu aos seus fãs a oportunidade de experimentar uma edição limitada do produto, através de um ecommerce “pop-up” no próprio Facebook. Foram disponibilizadas 3.000 garrafas de catchup vinagre balsâmico para compra, criando um buzz em torno do novo produto. Os usuários eram obrigados a “curtir” a página para acessar a oferta. Fan Page: http://www.facebook.com/HeinzKetchupUK?sk=app_194477550575090
O valor dos 3 F – Fan, Followers e Friends
Branded content: valorizar a marca e, quem sabe, vender
De blogs à Tumblrs, branded content tem sido uma das principais estratégias de marketing online de marcas de moda – exemplos de sucesso na comunicação online, que necessitam de formas inovadoras para se conectar com seus clientes. O branded content tem vários propósitos: entretenimento de clientes, publicidade, engajamento social, venda de produto. Marcas que produzem conteúdo estão a um passo a frente, tendo em mãos uma ferramenta que blogueiros e qualquer outra mídia podem compartilhar. Em 2011, o branded content é tendência para alavancar marcas no meio online. Alguns cases:
Louis Vuitton – NOWNESS: a marca conta, a partir de uma curadoria e produção de conteúdo, seu mundo, sua história e das pessoas que contribuem para a marca. Seja por escrito, por fotografia ou vídeo. Através de NOWNESS – Twitter, Facebook, YouTube e o próprio site, que virou referência de moda e luxo – a Louis Vuitton criou uma comunidade que compartilha conteúdo mundialmente, passando o valor de sua marca e atingindo uma nova fronteira de influenciadores. http://www.nowness.com/
A ascensão dos social games
Cerca de 68,7 milhões de americanos estarão jogando socialgames até 2012 - segundo eMarketer. Os social games avançam a cada dia devido aos objetivos simples de cada jogo: diversão, competição e cooperação. O sucesso de cada game acaba sendo associado também à popularidade do próprio site. Para as empresas, a contextualização da marca no ambiente do social game é essencial para ampliar sua visibilidade e obter consumidores fiéis e engajados. Além disso, o fácil acesso às informações (perfil, preferências etc) de usuários amplia a possibilidade de oportunidades tanto para desenvolvedores quanto para anunciantes.
Jogue Street Fighter 2 dentro do Facebook: os fãs da franquia Street Fighter que ainda lembram com carinho da época em que o game era encontrado em qualquer arcade agora podem matar as saudades com um novo aplicativo para o Facebook.
Social commerce humanizando marcas
O DNA do social commerce são os relacionamentos, as conversas, a volta do comércio nas praças públicas na década de 1970. O social commerce requer que as empresas ajam como humanas. No lugar de procurar por informações, os consumidores estão descobrindo coisas através de referências e recomendações de quem confiam. Mais do que um mediador de CTR (click-through rates), isso requer ajustes, como os dois abaixo levantados pelo Techcrunch:
• Praticar a arte da conversa: social commerce não é “captura de leads” ou construir enormes “bases de dados”. É falar com pessoas com uma voz autêntica, a mesma voz que usaria se estivesse falando com os usuários pessoalmente. Afinal, as empresas estão falando com seus clientes no mesmo lugar em que eles constumam conversar com seus amigos.
• Construir um relacionamento mais forte com o consumidor: consumidores são um network confiável, uma comunidade que rodeia os negócios. Cuidando dos clientes, as empresas não apenas construirão melhores relacionamentos, mas também abastecerão seus níveis de confiança como fonte de referências e recomendações.
• Foursquare lança recurso com foco no Social Commerce: o novo recurso permite que os consumidores sejam alertados quando existir alguma oferta próxima de sua localização. A nova ferramenta tem como objetivo impulsionar as receitas da empresa. No momento, o “ShopAlert” (serviço que opera através de geolocalização) está disponível apenas em quatro cidades dos Estados Unidos: Chicago, Los Angeles, Nova York e San Francisco. O novo recurso também possui algumas funcionalidades para fornecedores interessados em anunciar suas promoções. O “Foursquare Merchant Platform” é gratuito, e permite aos fornecedores segmentarem as ofertas por sexo, dia, hora, entre outros.
Geolocalização + crowdsourcing
Red Bull Street Art View
Houve um grande buzz sobre o Google Art Project, uma ferramenta que proporciona aos usuários visitas virtuais em alguns dos melhores museus do mundo. A Red Bull se inspirou nisso e criou um mashup com o Google Street View, o Red Bull Street Art View, que permite às pessoas taguear suas peças favoritas de arte de rua ao redor do globo – e compartilhá-las com outros usuários.
As obras podem ser pesquisadas por local ou por autor através do mapa do Google. Ao se aproximar da obra, o mapa se transforma no Google Street View, mostrando em detalhes os melhores graffittis do mundo. Após poucos dias no ar, a plataforma já tem mais de 200 muros marcados em vários países, incluindo nomes como Keith Haring, Os Gêmeos e Banksy.
Crowndsourcing e a abundância das multidões
(Emprestei o texto de Erica Brasil)
“O conceito de Crowdsourcing vem ganhando cada vez mais relevância no mundo. O termo estreou em uma reportagem de Jeff Howe Page para a revista americana Wired em 2006 e hoje contabiliza sucessos, fracassos e algumas variações na definição. Em inglês, resulta da junção de “crowd” (multidão) com “sourcing” (fonte, também interpretado como terceirização). “Inteligência Coletiva” e “Open Innovation” são reconhecidos como sinônimos.
Trata-se de apresentar um desafio ou problema para um grupo de indivíduos, permitindo que eles participem de um processo no qual são apontadas soluções criadas e aprimoradas coletivamente.
Foi assim com a Colgate-Palmolive, que precisava descobrir uma forma de inserir o pó de flúor no tubo da pasta de dente sem que ele se dispersasse pelo ar. Ed Melcarek já sabia a resposta antes mesmo de terminar a leitura: transmitir uma carga elétrica ao pó faria com que ele fosse atraído para o tubo. Assim, o criativo cientista aplicou seus conhecimentos em foguetes, ganhou 25 mil dólares e ajudou a empresa, que gastaria um valor muito superior em Pesquisa e Desenvolvimento para talvez chegar à mesma conclusão.
A era da transparência: mobilizações de uma geração conectada
A Revista Time considerou Wael Ghonim (do Google), que teve papel-chave na mobilização via redes sociais que acelerou a queda do ditador egípcio, um exemplo marcante do nascimento desta nova era.
“Não houve um herói, porque todos foram heróis.” E também disse: “O poder das pessoas é muito mais forte do que as pessoas no poder.” (Wael Ghonim, do Google)
Três casos recentes nos fazem refletir sobre como as transformações tecnológicas e redes sociais estão catalizando esse processo de busca de transparência dos indivíduos.
Quando o presidente mundial do Burger King, o brasileiro Bernardo Hees, fez comentários depreciativos sobre as mulheres e a comida britânica em uma palestra para estudantes no EUA, a polêmica correu o mundo após publicação em um jornal estudantil de Chicago, da universidade para o mundo.
Ou quando os alunos da tradicional escola Arquidiocesano, de São Paulo, se mobilizaram contra o aumento dos salgados na cantina, com direito à hashtag #abaixoacalu que, por cerca de 24 horas, foi um dos assuntos mais comentados do Twitter.
Kassab também enfrentou uma manifestação em Paris, onde um grupo de brasileiros rebatiam o aumento das passagens de ônibus em São Paulo como solidariedade aos familiares e colegas da terra natal. Em Paris, os manifestantes diziam: “a vergonha que foi o aumento das tarifas em São Paulo agora ficará conhecida em todo o mundo”.
Tudo isto, me relembrou meu TEDXPortoAlegre.
Onde questionei, o que faz a humanidade gastar 600 milhões de horas editando a Wikipedia? O que faz um astronauta fazer check-in fora do planeta Terra? O que faz 100 mil pessoas serem voluntárias dos Jogos Olímpicos de Londres? O que faz gastarmos 1 trilhão de horas interagindo nas redes sociais? Se apenas 5% do nosso tempo for para fazer algo bom, já mudamos o mundo.
Ontem - Era Industrial:
• Economia de produção
• Vapor
Hoje - Era digital:
• Economia do conhecimento
• Compartilhar ideias
É hora de mudar o mundo, não ter pensamentos como: “Teve uma grande ideia? Respira que logo que passa!” ou “Empresas do século XX, pessoas do século XXI. Vamos contratar pessoas diferentes, mas todas elas têm que ficar iguais quando entrarem aqui.”
Precisamos de mais poesias e de menos palavras. Esse é o mundo que está em jogo agora. Você é o que você compartilha. É um hiato de gerações. O tempo coletivo é um bem social. Temos que pensar menos consumo e mais engajamento. Tem uma música nova nessa humanidade e um lugar que nós não podemos usar velhos mapas para descobrir novas terras.
Fontes: Trendwatching, Techcrunch, PSFK, Cisco Portal Administradores, RioCriativo, Estrombo, Sebrae, Portal HSM, Cidade do Conhecimento – USP, Good, MindShift, Harvard Business Review, Érica Brasil - Núcleo de Inovação & Redes Sociais dos Inovadores ESPM.
Por Gil Giardelli, Samanta Fluture, Gaia Creative e Equipe Inovadores ESPM
Portal HSM
20/05/2011
Gestão do conhecimento nas redes sociais | Portal HSM
O lado bom da pobreza - Superinteressante
Postado por
Patrícia Morais
às
17:28
domingo, 29 de maio de 2011
Se a população não chega aos médicos, que os médicos cheguem à população. Foi pensando assim que os indianos resolveram criar serviços de enfermagem itinerantes no país. Grande parte da população da Índia não tem acesso a postos de saúde. Mas esse pessoal agora não fica mais sem atendimento. Enfermeiros e médicos vão hoje aos vilarejos e fazem exames de sangue e raio X nos moradores por lá mesmo. Os dados são enviados via internet para algum hospital da redondeza, onde então é feito o diagnóstico.
Os indianos pensaram como qualquer um de nós pensaria no dia a dia. Se não temos recursos para resolver problemas, só nos resta improvisar. Usar a criatividade. Essas ideias nascidas da escassez podem resolver o problema de uma pessoa, de uma comunidade, de um país, como no caso da Índia. Em alguns casos, de gente de todo o mundo. A ideia dos indianos de levar atendimento a vilarejos, por exemplo, serviu de inspiração para a gigante americana GE. A companhia lançou em 2008 o Mac 400, primeiro aparelho de eletrocardiograma portátil do mundo. Ele cabe em uma maleta, tem bateria que dura uma semana e custa menos de US$ 1 000 (10% do preço de um convencional). E agora é exportado para países como a China, onde ajuda pessoas carentes a conseguir atendimento médico.
Ideias criativas como essas estão nascendo cada vez mais nos chamados países emergentes. Deles têm saído iniciativas que inspiram seus colegas ricos, como EUA, Japão e europeus. É o que chamamos de inovação na base da pirâmide, ou seja, inovação gerada pelos mais pobres. Primeiro as pessoas introduzem uma ideia para solucionar desafios do cotidiano. O produto é então vendido no mercado interno, ganha escala e acaba exportado.
Basta ver os dados para entender como isso está acontecendo. A coreana Samsung investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que a americana Intel. A China investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que o Japão. Com a ajuda deles o mundo tem ganhado mais conhecimento e riqueza. Dois fatores impulsionam a criatividade dos países mais pobres: o baixo custo e a ousadia. E um ótimo exemplo é o Brasil, que também partiu de suas necessidades para gerar inovação.
Aproveitando a capacidade intelectual mais barata dos excelentes engenheiros aeroespaciais brasileiros, a Embraer produziu aviões que custam menos que os dos concorrentes. A companhia olhou para um nicho ignorado por empresas já consolidadas no setor. Foi também com ousadia que surgiram no país outras ideias distantes do pensamento convencional e de fórmulas prontas, como o etanol e o motor flex para carros e o "porco light" da Embrapa (que concentra mais carne por quilo de animal).
Claro que os países mais pobres ainda têm um longo caminho a trilhar. Mas, para mim, eles possuem um espírito inovador capaz de levar as ideias mais loucas e revolucionárias adiante. E de derrubar as velhas maneiras de pensar.
* Antoine van Agtmael é presidente do conselho da empresa de investimentos Emerging Markets Management e criador do termo "países emergentes".
O lado bom da pobreza - Superinteressante
Os indianos pensaram como qualquer um de nós pensaria no dia a dia. Se não temos recursos para resolver problemas, só nos resta improvisar. Usar a criatividade. Essas ideias nascidas da escassez podem resolver o problema de uma pessoa, de uma comunidade, de um país, como no caso da Índia. Em alguns casos, de gente de todo o mundo. A ideia dos indianos de levar atendimento a vilarejos, por exemplo, serviu de inspiração para a gigante americana GE. A companhia lançou em 2008 o Mac 400, primeiro aparelho de eletrocardiograma portátil do mundo. Ele cabe em uma maleta, tem bateria que dura uma semana e custa menos de US$ 1 000 (10% do preço de um convencional). E agora é exportado para países como a China, onde ajuda pessoas carentes a conseguir atendimento médico.
Ideias criativas como essas estão nascendo cada vez mais nos chamados países emergentes. Deles têm saído iniciativas que inspiram seus colegas ricos, como EUA, Japão e europeus. É o que chamamos de inovação na base da pirâmide, ou seja, inovação gerada pelos mais pobres. Primeiro as pessoas introduzem uma ideia para solucionar desafios do cotidiano. O produto é então vendido no mercado interno, ganha escala e acaba exportado.
Basta ver os dados para entender como isso está acontecendo. A coreana Samsung investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que a americana Intel. A China investe mais em pesquisa e desenvolvimento do que o Japão. Com a ajuda deles o mundo tem ganhado mais conhecimento e riqueza. Dois fatores impulsionam a criatividade dos países mais pobres: o baixo custo e a ousadia. E um ótimo exemplo é o Brasil, que também partiu de suas necessidades para gerar inovação.
Aproveitando a capacidade intelectual mais barata dos excelentes engenheiros aeroespaciais brasileiros, a Embraer produziu aviões que custam menos que os dos concorrentes. A companhia olhou para um nicho ignorado por empresas já consolidadas no setor. Foi também com ousadia que surgiram no país outras ideias distantes do pensamento convencional e de fórmulas prontas, como o etanol e o motor flex para carros e o "porco light" da Embrapa (que concentra mais carne por quilo de animal).
Claro que os países mais pobres ainda têm um longo caminho a trilhar. Mas, para mim, eles possuem um espírito inovador capaz de levar as ideias mais loucas e revolucionárias adiante. E de derrubar as velhas maneiras de pensar.
* Antoine van Agtmael é presidente do conselho da empresa de investimentos Emerging Markets Management e criador do termo "países emergentes".
O lado bom da pobreza - Superinteressante
Prof. Dr. Mitsuru Yanaze fala sobre mensuração da comunicação nas organizações.
Postado por
Patrícia Morais
às
08:32
terça-feira, 24 de maio de 2011
Economia digital promove novos modelos de negócios
Postado por
Patrícia Morais
às
21:05
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Esteve em João Pessoa, no último final de semana, ministrando a disciplina “Economia Digital” no curso de pós graduação em Gestão Estratégica da Comunicação Digital, na Solaris Cursos, o Professor da Business School de São Paulo, Mario Faria.
Mario Faria, que também é consultor de Marketing, possui experiência comprovada no crescimento de receita e lucratividade em empresas multinacionais, como IBM, Accenture e da Microsoft, através da criação e implementação de Vendas e Estratégias de Marketing, Planejamento Estratégico, Projetos Web, Campanhas Digital, Web Analytics, Cloud Computing, SaaS, Análise de Mercado na área de Tecnologia e segmentos de Serviços.
Diante da competitividade acirrada pelas empresas no mercado local e o crescimento contínuo dos negócios digitais em nosso Estado, tais como os sites de compras coletivas, conversamos com o professor a fim de esclarecermos os novos tipos de negócios existentes na nuvem.
1- O que é Economia digital?
É o estudo da economia tradicional como conhecemos, porém voltada aos impactos que estão ocorrendo pelo fato da digitalização e informatização dos relacionamentos, conteúdo, informação e meios de produção. A sociedade humana vem evoluindo de um modelo nômade, depois para agrícola, em seguida industrial e agora a sociedade da informação. Esta evolução abre a possibilidade de novos negócios, nunca antes imaginados. Por exemplo, grande parte das pessoas que acessa a Internet utiliza o Google para buscas. Apesar do Google dar as respostas rápidas, com bastante exatidão, nenhuma pessoa paga para usar o Google. Quem paga a conta são anunciantes. Mesma coisa acontece com o Facebook. Quem usa, usa bastante, e não paga um centavo para isto. O Facebook cobra de empresas interessadas em anunciar ali. São negócios novos que estão surgindo, e isto impacta toda a cadeia produtiva.
2- Que tipo de estratégia pode ser desenvolvida por uma empresa para se tornar competitiva na internet?
A empresa tem que conhecer seu mercado alvo, seus clientes potencias, seus pontos fracos e fortes. E a partir daí, construir ou evoluir sua proposição de valor, utilizando a internet como uma ferramenta para reduzir custos, aumentar lucros e ter ganhos operacionais. Internet é o meio, não o fim. Vou fazer uma analogia: quando a eletricidade começou a ser utilizada nas empresas para movimentar as máquinas, iluminar ambientes, aquecer ou refrigerar ambientes. Qual foi a estratégia das empresas para fazer com que o uso de eletricidade a torna-se mais competitiva? As empresas começaram a comprar maquinas mais poderosas, começaram a trabalhar a noite, e dar um ambiente mais adequado em termos de temperatura para seus funcionários. É pensar como a internet pode ajudar a resolver um problema, como conhecer melhor os hábitos de consumo dos clientes.
3- Quais as vantagens e desvantagens de uma empresa virtual?
A principal vantagem é ter custos fixos menores, pois você não precisa ter uma loja enorme com estoques, atendentes, etc. A desvantagem é que pode-se perder o contato mais próximo com quem não se sente confortável em se relacionar com uma empresa apenas via internet. O melhor modelo são empresas que combinam as 2 formas.
4- Os sites de compras coletivas são moda ou vieram para ficar?
Para mim vieram para ficar, porém irão sobre 4 ou 5 no Brasil num espaço de 3 anos. Em Dezembro de 2010, existiam no Brasil mais de 1000 sites de compras coletivas. Hoje, em Maio, 200 fecharam as portas. Vão sobrar poucos, porém os que sobrarem estarão vendendo muito mais que vendem hoje.
5- Como funciona a economia colaborativa? As empresas brasileiras estão preparadas para isto?
Economia colaborativa é quando parceiros, clientes, fornecedores se unem com a empresa, para criar novos produtos, novas ofertas, novos serviços.Isto existe há muito, muito tempo. No Brasil existem cooperativas agrícolas, de crédito, de artesãos. O que acontece hoje, é que, pela internet, as relações entre os participantes são mais próximas e se consegue ter agilidade. Veja o exemplo da Fiat do Brasil que criou um carro (Mio) com feedback de mais de 10.000 pessoas espalhadas no Brasil, em sua maioria, porém com pessoas de outros países do mundo. Eu diria que ainda existem barreiras culturais a serem vencidas, e nem toda empresa irá usar de colaboração.
6- Que tipos de comércio eletronico existem no Brasil? E quais as vantagens e desvantagens deles para o consumidor?
Comércio eletrônico onde empresas vendem para consumidores (B2C), empresas vendendo para empresas (B2B), empresas fazendo negócios com o governo (B2G), governo atendendo cidadãos (G2C). Em todas as áreas temos exemplos muito bacanas do Brasil e somos referência mundial em alguns deles. Vantagens, posso dizer, como mais opção de escolhas para o consumidor e possibilidade de pesquisar preços, buscando melhores ofertas. As desvantagens são empresas sem idoneidade que buscam enganar clientes e empresas que não investem como deveriam no atendimento pós-venda.
7- A Paraíba possui como foco economico o agronegócio, comércio e serviços, turismo e serviço público. Qual o conselho que você dar para o desenvolvimento da economia digital do Estado?
Invistam em economia digital, seja para aplicar tecnologia nas áreas que você mencionou, aplicando tecnologia digital, vocês conseguem ser competitivos no agronegócio e no comércio, atrair via a internet novos turistas para o estado, e o governo gerir melhor os recursos públicos e prestar um melhor serviço para a população. E quem sabe, com esta experiência, que se crie aqui, no futuro, um pólo de prestação de serviços para outros estados ou mesmo países.
Consultoria de Comunicação para Micro e Pequenas Empresas de João Pessoa
Postado por
Patrícia Morais
às
20:08
quarta-feira, 11 de maio de 2011
RESUMO
Nossa proposta condiz no relato da primeira etapa da implantação de uma consultoria de comunicação empresarial, enquanto projeto de extensão da UFPB, visando atender os micros e pequenos empreendedores dos projetos finalísticos do SEBRAE/PB. Para estruturar a consultoria iremos identificar o conceito, as demandas e as situações em que se faz necessário o uso da comunicação estratégica, enquanto elemento que agrega valor aos negócios. Serão desenvolvidas propostas de ações de comunicação na sua perspectiva interna, institucional e mercadológica. Nesse sentido entendemos que a comunicação empresarial compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa junto aos seus públicos de interesse e na opinião pública.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Empresarial; Micro e Pequenas Empresas; Consultoria.
A descoberta de novos mercados
Este artigo relata a experiência de um projeto de extensão que representa uma ação interdisciplinar entre as áreas de comunicação, gestão empresarial e empreendedorismo, tendo em vista que as empresas de pequeno porte dependem do planejamento como ferramenta competitiva para análise e direcionamento de suas ações e otimização dos recursos investidos.
Esta parceria resultou em várias discussões sobre a questão da formação do profissional, da aplicação de estratégicas de comunicação nas empresas locais. A implantação de uma consultoria se propõe tanto a atender a necessidade de atuação no campo profissional durante a formação acadêmica, assim como a contribuir na melhoria dos serviços prestados pelas micro e pequenas empresas, tendo em vista que serão as beneficiadas pela ação de extensão com orientação sobre como utilizar a comunicação como ferramenta de estratégica na gestão de seu negócio.
Assim, este projeto se caracteriza como uma prática acadêmica que contribui para a formação do profissional cidadão, e estende sua prática pedagógica extraclasse com atividades que exigem pesquisa e ensino. Nesse caso nos voltamos para a produção do conhecimento com inovações de forma diferenciada de trabalhos acadêmicos de caráter fundamentalmente extensionista.
O desenvolvimento da atividade de extensão promoverá tanto experiência para os alunos e professores quanto o esclarecimento e (re)conhecimento da comunicação estratégica como diferencial competitivo para as micro e pequenas empresas que, por sua vez, a utilizam não apenas como forma de publicidade mas, principalmente, como forma de relacionamento com seus diversos públicos.
A importância das Micro e Pequenas Empresas no cenário local
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte. É por intermédio dele que os empreendedores recebem orientação para planejar, executar e gerir seus negócios, em qualquer lugar do Brasil.
Os micros e pequenos negócios são essenciais para o desenvolvimento do Brasil sendo necessário que atuem em um ambiente institucional que estimule a criação de empresas formais, competitivas e sustentáveis. Segundo dados do IBGE, no Brasil existem 14,8 milhões de micro e pequenas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país.
Diante dessas informações surge a proposta de parceria com o SEBRAE, em 2009, partindo do entendimento que a área de comunicação se faz presente em toda e qualquer instituição, independente do seu porte, assim como esta pode ser o diferencial competitivo para a empresa se manter no mercado e agregar valor ao negócio.
O mercado de atuação para o profissional de comunicação é amplo e diversificado o que muitas vezes proporciona dúvidas de onde atuar, como atuar, além de aumentar a competitividade e a exigência na qualificação profissional.
Esse universo de desenvolvimento de micro e pequenas empresas, principalmente na cidade local, proporcionam um novo nicho de mercado, particularmente, para aqueles que se encaminham para ingressar na profissão.
Comunicação para micro e pequenas empresas
No Brasil é bastante comum à classificação da empresa de acordo com o número de funcionários ou faturamento. Drucker (1982) ressalta que o verdadeiro tamanho de uma organização deve ser avaliado levando-se em conta sua estrutura administrativa, pois existem empresas que mesmo com reduzido número de funcionários têm um comportamento característico de grandes corporações e que o processo inverso também é uma realidade no contexto empresarial.
Segundo Pinheiro (2002), em termos de gestão administrativa pode haver várias semelhanças entre as empresas, mas algumas particularidades são específicas das de pequeno porte, tais como: pertence a uma única pessoa ou pequeno grupo; seu capital tem origem no(s) proprietário(s); sua área de atuação é local ou no máximo regional; sua atividade produtiva não ocupa posição de destaque no mercado em que atua.
De acordo com o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE, no Brasil em 2002, 57,2% dos empregos formais estavam nas micro e pequenas empresas. Essa realidade tem haver com aumento da automação pelas grandes empresas e conseqüentemente passa a empregar menos pessoas. Outro aspecto a considerar é a grande taxa de mortalidade em curto prazo de tempo das empresas de pequeno porte, que tem entre outras razões para o fechamento falta de capital de giro e altos impostos.
Falta planejamento no processo de abertura do negócio. A empresa precisar ter em mente que ela só irá funcionar se atingir seu público-alvo; a visão estratégica do pequeno empresário deve ser capaz de analisar o ambiente socioeconômico no seu entorno e suas influências no ramo de negócio em que atua.
Conforme Gomes e Nassar (2001, p.30) milhões de pequenos e médios empresários:
(...) Estão começando seus negócios sem nenhum planejamento, sem nenhuma idéia de como formar um time vitorioso e de como enfrentar as adversidades, os obstáculos, as objeções que se colocam no caminho de quem quer vender produtos e serviços. E principalmente, estão desconhecendo as técnicas básicas que orientam a concepção de produtos e serviços, o estabelecimento de preços, a colocação e distribuição no mercado e sua divulgação.
Para Terence (2002) a gestão da pequena empresa em geral é marcada pela pessoalidade, administração não-profissional e informalidade. Drucker (1982) explica que esses tipos de problemas ficam mais críticos quando a empresa tem um único dirigente que não aceita ouvir a opinião dos outros e, por conseguinte, toma as decisões sozinho, cuida de tudo e os funcionários ficam sem saber o que fazer. E nesse caso podemos ser ainda mais específicos falta planejamento da comunicação e na maioria das vezes os empreendedores admitem ter dificuldade de se comunicar com seus funcionários.
É preciso ter uma melhor compreensão do planejamento da comunicação como fator de desenvolvimento para as pequenas empresas de fato funciona. Isso significa que uma boa comunicação pode uma empresa a atingir objetivos diretamente relacionados ao seu negócio, tais como: posicionar a “marca” na mente do consumidor; ajuda a agregar valor ao produto e ao negócio; ajudar a oferecer informações da empresa ao mercado e gerar atitude favorável dos diversos segmentos de público para as iniciativas da empresa.
Nesse caso as ações de comunicação institucional, interna e mercadológica necessitam estarem integradas para gerar resultados (Gomes e Nassar, 2001).
Dentro dessa perspectiva a comunicação em uma empresa, independente de seu porte, é fundamental tanto quanto seu capital de giro, produto ou serviço. Apoiada na informação, seja de caráter técnico, quando apresenta as características de seus produtos ou serviços, seja de caráter promocional, quando comunica os benefícios e as vantagens de produtos ou serviços. Segundo Santos Claro (2008, p.3):
É preciso desenvolver uma cultura de comunicação nas pequenas empresas, que esteja presente em cada ação percebida pelo cliente. Isso, pouco tem a ver com equipamentos, infra-estrutura ou tecnologia. Tem muito mais a ver com sensibilidade. Não há uma organização que não utilize o processo de comunicação, pois há um fluxo enorme e constante de informações, movimentando-se de cima para baixo, de baixo para cima, e para os lados.
As pequenas empresas geralmente sentem dificuldade em planejar a comunicação para suas realidades, e, sobretudo, da importância de um trabalho sério e contínuo direcionado para seus diferentes públicos. É preciso desenvolver uma cultura de comunicação nas pequenas empresas, pois não podemos nos esquecer que são inúmeras situações de relacionamento entre a empresa e seus clientes, reais e potenciais, ocorrem no atendimento prestado no balcão, nos contatos telefônicos, nas entregas de pedidos, no faturamento, através de embalagens dos produtos, na prestação do serviço, no layout do ponto de venda, na equipe de vendedores, no atendimento pós-venda.
Falta conhecimento de que além de ter um bom produto ou serviço é preciso saber como comunicar isto ao mercado. E geralmente os empreendedores acabam investindo toda verba que possuem em publicidade por não conhecer as inúmeras possibilidades que a comunicação empresarial eficiente pode gerar e o retorno que traz para as empresas com investimento reduzido (Paulo Kendzerski, 2008).
É preciso tornar claro e compreensível que o investimento em comunicação não é uma atividade viável apenas para as grandes empresas, pois um empreendimento só será grande se souber utilizar a comunicação como aliada da sua estratégia empresarial. Assim, é indispensável que a pequena empresa deixe de ver a comunicação empresarial “desperdício de dinheiro”, “coisa para segunda etapa do negocio”, “instrumento das grandes empresas”. Para Gomes e Nassar (2001, p.31):
O pequeno empresário com poucos recursos para iniciar seu negócio pode praticar, pode aprender, copiar com criatividade a grandes empresas em “tudo o que estão fazendo, para ser ‘mais leve que o ar”, rápido nas decisões e no atendimento a seus parceiros e consumidores, competitivo em termos de preço e qualidade e sempre presente, por intermédio da comunicação, no coração e na mente de seus clientes e ser sempre presente.
Ao investir em comunicação a empresa deve definir quem será responsável por sua produção, qual será sua freqüência e, principalmente, de que forma irá medir o resultado obtido e qual o impacto está causando seja ele negativo, positivo e/ou neutro. Para COBRA (1986, p.216):
A credibilidade de uma fonte emissora de informações deve ser tal que não paire a menor dúvida sobre ela, uma vez que tem sido considerada a mais importante característica em comunicação e marketing e é o principal atributo de um serviço em comunicação. A credibilidade da fonte emissora e de seus serviços implica a credibilidade de sua marca e do próprio setor de comunicação em que ela se encontra como um todo.
O sucesso da comunicação pelas pequenas empresas depende da habilidade em utilizá-la de forma correta. Por exemplo, a própria exposição da empresa, não como anunciante, mas como notícias do seu segmento, através de pesquisas de mercado, eventos, artigos, lançamento de produtos inovadores, poderá gerar um retorno muitas vezes superior à publicidade que as empresas costumam utilizar com grandes investimentos.
Para Magalhães (2008,) a “comunicação empresarial é a maior aliada das atividades de marketing e de recursos humanos quando trabalha profissionalmente valores como missão, visão, valor, identidade, parceria, cooperação interpúblico e inter-empresa, e cidadania empresarial”. Nessa perspectiva, qualquer plano de negócio compatível com a realidade do mercado, seus responsáveis precisam colocar a comunicação empresarial ao lado das ferramentas de gestão. Parar tanto é preciso que se perceba que toda ação de comunicação causa impacto nos resultados do negócio, portanto deve ser vista como ferramenta estratégica para seu alcance e não apenas como suporte das informações que fluem por toda a organização.
O planejamento da comunicação é uma ferramenta indispensável que qualquer empresário que queira consolidar ou fazer evoluir o seu negócio, que precisa ser pensado de forma integrada e suportado por um conceito coerente, ou seja, uma base que lhe dá personalidade, que corporiza os seus valores, que o diferencie com uma determinada imagem. De acordo com Garcia et all (2006) o primeiro passo para melhor explorar esta ferramenta é definir a vocação da empresa, ou seja, onde está sua maior habilidade.
Este procedimento deve ser muito bem observado pelos micro e pequenos empresários para estipularem seu campo de atuação, deixando clara sua competência. A vocação da empresa deve ser definida tendo em vista a abrangência da área em que pretende atuar. Em seguida deve-se delimitar sua missão, visão e valores que nortearão todas as ações nas diferentes áreas da comunicação. Para Garcia (2006,p.14):
“Uma análise objetiva do cenário contextual, a definição correta do problema que a empresa enfrenta e o conhecimento prévio das ferramentas e ações de marketing e comunicação disponíveis são essenciais para uma tomada de decisão que conduza a uma ação correta e que traga resultados possíveis de serem mensurados e para os quais haja possibilidades de correção e alterações necessárias”.
Para saber vender é preciso saber comunicar com impacto e com eficácia. Mas, para que esta comunicação esteja presente em cada ação percebida pelo cliente é preciso saber que estratégias e tácticas se devem adotar em função do conceito e do posicionamento do negócio, identificar que oportunidades comerciais aproveitar e como ampliar seus retornos. Quando a área comercial está devidamente amparada por uma comunicação consistente certamente ganha eficiência e produtividade, o que acaba gerando melhores resultados.
Nesse caso, as informações precisam ser vistas como instrumento de tomada de decisões no que se refere às estratégias de produtos, serviços, ampliação e redimensionamento da empresa. É nesse sentido que a comunicação tem servido como ferramenta estratégica no apoio às atividades comerciais, principalmente quando o assunto é o aumento do desempenho das equipes de vendas e atendimento ou busca de resultados a partir da qualidade do relacionamento com o cliente.
No mercado atual saber se comunicar é um dos pontos fundamentais para o sucesso empresarial, servido de ferramenta de suporte para todas as atividades da empresa, estabelecendo políticas e estratégias que englobam iniciativas nas áreas de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda.
Procedimentos metodológicos
A primeira parte do trabalho foi desenvolvida com os gestores dos projetos finalisticos do SEBRAE/PB e a segunda com os públicos de cada projeto. Inicialmente utilizamos como procedimento metodológico a organização de ações teóricas dedicadas ao estudo de autores que tratam da discussão da comunicação empresarial como diferencial competitivo e estratégico para o negócio, compondo uma pesquisa bibliográfica para capacitar os alunos fazendo uso das teorias de diversos autores tais como: Kunsch, Torquato, Tavares, Lucas, Scott, Simões, Chiavenato, Bueno, Argenti, Corrado, Drucker, entre outros.
Após qualificar os alunos para o entendimento, pesquisa e planejamento da comunicação no universo das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), fizemos o levantamento das empresas que estão associadas ao SEBRAE/PB por meio de entrevista com os gestores dos projetos finalísticos desta instituição.
Com o levantamento das MPEs, a etapa seguinte constituiu-se em realizar uma pesquisa de opinião junto às empresas cadastradas no SEBRAE a fim de identificar o entendimento e as demandas de comunicação neste universo. Com isto, iniciaremos a fase de campo na qual os alunos poderão iniciar o processo de consultoria com a aplicação da pesquisa para diagnosticar a realidade deste nicho de mercado e visualizar as possibilidades (ou não) de atuação profissional, assim como divulgar a comunicação como estratégia que agrega valor e gera resultados a todos os negócios.
Esta etapa foi finalizada com a tabulação dos dados. Porém o diagnóstico e a estratégias, políticas e diretrizes de comunicação para a implantação da consultoria serão finalizadas na edição 2010 do Probex, dando continuidade ao projeto.
Considerações Finais
Elaborar e desenvolver uma consultoria de comunicação junto às Micro e Pequenas Empresas de João Pessoa não está sendo uma tarefa muito simples. O entendimento deste universo sobre a área de comunicação é restrito as ações de comunicação mercadológica e, paralelamente, são vistas como um “grande gasto de dinheiro”.
Com poucos recursos e tendo que sobreviver num mercado cada vez mais competitivo, as MPEs demonstraram muito receio em receber os alunos extensionistas do projeto, mesmo sabendo que nós estamos desenvolvendo o projeto em parceria com o SEBRAE/PB.
Foram muitas indas e vindas para obter as informações, o que gerou atrasou no nosso planejamento e uma maior reflexão de como devemos nos preparar para atuar nessa área. Durante a aplicação da pesquisa os extensionistas observaram que a maioria dos gestores se surpreendeu com o questionário, ou seja, com a dimensão da área de comunicação que pode ser desenvolvida por uma empresa. Porém, não conseguiram num primeiro vislumbrar o uso destas em seu negócio.
Por isso, verificamos num primeiro momento que falar a linguagem do negócio é fundamental para o profissional de comunicação. Essa é a primeira estratégia que deverá ser levada em consideração para se aproximar deste universo. Devemos ter consciência que a codificação da mensagem é essencial para iniciar o diálogo.
Encerramos o probex 2009 com a tabulação dos questionários, como dito anteriormente, porém continuamos em 2010 com a elaboração do diagnóstico e o planejamento das ações de comunicação para este universo.
Acreditamos que este universo empresarial é o foco do desenvolvimento para o Estado da Paraíba e, principalmente, a área de atuação para os novos profissionais formados na área de comunicação, tendo em vista que o mercado das grandes empresas está cada vez mais saturado e com exigências que muitas vezes exclui as chances daqueles que tem potencial, porém ainda busca experiência e legitimação no mercado.
REFERÊNCIAS
ARGENTI, Paul P. Comunicação empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BUENO, Wilson da Costa. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole, 2003.
CARVALHO, Carlos Eduardo. Cultura organizacional: teoria e pesquisa. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura,2005.
CHIAVENATO, Idalberto. Administração nos novos tempos. 2.ed. Rio de Janeiro: Campus, 1999.
COBRA, Marcos. Marketing Básico. São Paulo, Atlas, 1986.
DRUCKER, Peter F. Inovação e Espírito Empreendedor. Prática e Princípios. São Paulo, Cengage Learning, 1982.
GANDIN, Danilo do Santos. A prática do planejamento participativo: na educação e em outras instituições,grupos e movimentos dos campos cultural, social, político, religioso e governamental, 8ª ed. Petrópolis:vozes, 2000a.
GARCIA, Maria Thereza. Marketing e comunicação para pequenas empresas. São Paulo: Ed. Nova Tec,2006.
GOMES, Nelson, NASSAR, Paulo. A comunicação da pequena empresa. São Paulo: Globo, 2001.
KENDZERSKI, Paulo. Comunicação Corporativa: o caminho para o sucesso ou fracasso empresarial –Disponível em: www.Catho Educação Executiva.com. br. Acesso em: 02 de fev. 2008.
KUNSCH, Margarida Krohling. Planejamento de Relações Públicas na comunicação integrada. 4.ed. rev.,atual. e ampl. – São Paulo: Summus, 2003.
MAGALHÃES, Hélio Augusto de. COMUNICACAO EMPRESARIAL NOS DIAS DE HOJE – Disponível em:www.aberje.com.br. Acesso em: 01de fev2008.
PIMENTA, Maria Alzira. Comunicação empresarial: conceitos e técnicas para administradores. 3. Ed. São Paulo: Alínea, 2002.
PINHEIRO, Duda. Comunicação integrada de marketing. São Paulo: Atlas,2002.
SANTOS CLARO, José Roberto Carvalho dos. Uso das novas ferramentas do marketing no processo comunicacional das pequenas empresas na internet. Disponível em: http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/outrasareas/marketing01/0121.htm. acesso em 24.04.2009
SCHULER, Maria. Comunicação estratégica. São Paulo: Atlas, 2004.
TAVARES, Mauricio. Comunicação empresarial e planos de comunicação. São Paulo: Atlas, 2007.
TERENCE, A. C. F.; ESCRIVAO FILHO, E. Planejamento estratégico na pequena empresa. In: XI Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2001. XI ENEGEP, 2002
Nossa proposta condiz no relato da primeira etapa da implantação de uma consultoria de comunicação empresarial, enquanto projeto de extensão da UFPB, visando atender os micros e pequenos empreendedores dos projetos finalísticos do SEBRAE/PB. Para estruturar a consultoria iremos identificar o conceito, as demandas e as situações em que se faz necessário o uso da comunicação estratégica, enquanto elemento que agrega valor aos negócios. Serão desenvolvidas propostas de ações de comunicação na sua perspectiva interna, institucional e mercadológica. Nesse sentido entendemos que a comunicação empresarial compreende um conjunto complexo de atividades, ações, estratégias, produtos e processos desenvolvidos para reforçar a imagem de uma empresa junto aos seus públicos de interesse e na opinião pública.
PALAVRAS-CHAVE: Comunicação Empresarial; Micro e Pequenas Empresas; Consultoria.
A descoberta de novos mercados
Este artigo relata a experiência de um projeto de extensão que representa uma ação interdisciplinar entre as áreas de comunicação, gestão empresarial e empreendedorismo, tendo em vista que as empresas de pequeno porte dependem do planejamento como ferramenta competitiva para análise e direcionamento de suas ações e otimização dos recursos investidos.
Esta parceria resultou em várias discussões sobre a questão da formação do profissional, da aplicação de estratégicas de comunicação nas empresas locais. A implantação de uma consultoria se propõe tanto a atender a necessidade de atuação no campo profissional durante a formação acadêmica, assim como a contribuir na melhoria dos serviços prestados pelas micro e pequenas empresas, tendo em vista que serão as beneficiadas pela ação de extensão com orientação sobre como utilizar a comunicação como ferramenta de estratégica na gestão de seu negócio.
Assim, este projeto se caracteriza como uma prática acadêmica que contribui para a formação do profissional cidadão, e estende sua prática pedagógica extraclasse com atividades que exigem pesquisa e ensino. Nesse caso nos voltamos para a produção do conhecimento com inovações de forma diferenciada de trabalhos acadêmicos de caráter fundamentalmente extensionista.
O desenvolvimento da atividade de extensão promoverá tanto experiência para os alunos e professores quanto o esclarecimento e (re)conhecimento da comunicação estratégica como diferencial competitivo para as micro e pequenas empresas que, por sua vez, a utilizam não apenas como forma de publicidade mas, principalmente, como forma de relacionamento com seus diversos públicos.
A importância das Micro e Pequenas Empresas no cenário local
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte. É por intermédio dele que os empreendedores recebem orientação para planejar, executar e gerir seus negócios, em qualquer lugar do Brasil.
Os micros e pequenos negócios são essenciais para o desenvolvimento do Brasil sendo necessário que atuem em um ambiente institucional que estimule a criação de empresas formais, competitivas e sustentáveis. Segundo dados do IBGE, no Brasil existem 14,8 milhões de micro e pequenas – 4,5 milhões formais e 10,3 milhões informais – que respondem por 28,7 milhões de empregos e por 99,23% dos negócios do país.
Diante dessas informações surge a proposta de parceria com o SEBRAE, em 2009, partindo do entendimento que a área de comunicação se faz presente em toda e qualquer instituição, independente do seu porte, assim como esta pode ser o diferencial competitivo para a empresa se manter no mercado e agregar valor ao negócio.
O mercado de atuação para o profissional de comunicação é amplo e diversificado o que muitas vezes proporciona dúvidas de onde atuar, como atuar, além de aumentar a competitividade e a exigência na qualificação profissional.
Esse universo de desenvolvimento de micro e pequenas empresas, principalmente na cidade local, proporcionam um novo nicho de mercado, particularmente, para aqueles que se encaminham para ingressar na profissão.
Comunicação para micro e pequenas empresas
No Brasil é bastante comum à classificação da empresa de acordo com o número de funcionários ou faturamento. Drucker (1982) ressalta que o verdadeiro tamanho de uma organização deve ser avaliado levando-se em conta sua estrutura administrativa, pois existem empresas que mesmo com reduzido número de funcionários têm um comportamento característico de grandes corporações e que o processo inverso também é uma realidade no contexto empresarial.
Segundo Pinheiro (2002), em termos de gestão administrativa pode haver várias semelhanças entre as empresas, mas algumas particularidades são específicas das de pequeno porte, tais como: pertence a uma única pessoa ou pequeno grupo; seu capital tem origem no(s) proprietário(s); sua área de atuação é local ou no máximo regional; sua atividade produtiva não ocupa posição de destaque no mercado em que atua.
De acordo com o instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –IBGE, no Brasil em 2002, 57,2% dos empregos formais estavam nas micro e pequenas empresas. Essa realidade tem haver com aumento da automação pelas grandes empresas e conseqüentemente passa a empregar menos pessoas. Outro aspecto a considerar é a grande taxa de mortalidade em curto prazo de tempo das empresas de pequeno porte, que tem entre outras razões para o fechamento falta de capital de giro e altos impostos.
Falta planejamento no processo de abertura do negócio. A empresa precisar ter em mente que ela só irá funcionar se atingir seu público-alvo; a visão estratégica do pequeno empresário deve ser capaz de analisar o ambiente socioeconômico no seu entorno e suas influências no ramo de negócio em que atua.
Conforme Gomes e Nassar (2001, p.30) milhões de pequenos e médios empresários:
(...) Estão começando seus negócios sem nenhum planejamento, sem nenhuma idéia de como formar um time vitorioso e de como enfrentar as adversidades, os obstáculos, as objeções que se colocam no caminho de quem quer vender produtos e serviços. E principalmente, estão desconhecendo as técnicas básicas que orientam a concepção de produtos e serviços, o estabelecimento de preços, a colocação e distribuição no mercado e sua divulgação.
Para Terence (2002) a gestão da pequena empresa em geral é marcada pela pessoalidade, administração não-profissional e informalidade. Drucker (1982) explica que esses tipos de problemas ficam mais críticos quando a empresa tem um único dirigente que não aceita ouvir a opinião dos outros e, por conseguinte, toma as decisões sozinho, cuida de tudo e os funcionários ficam sem saber o que fazer. E nesse caso podemos ser ainda mais específicos falta planejamento da comunicação e na maioria das vezes os empreendedores admitem ter dificuldade de se comunicar com seus funcionários.
É preciso ter uma melhor compreensão do planejamento da comunicação como fator de desenvolvimento para as pequenas empresas de fato funciona. Isso significa que uma boa comunicação pode uma empresa a atingir objetivos diretamente relacionados ao seu negócio, tais como: posicionar a “marca” na mente do consumidor; ajuda a agregar valor ao produto e ao negócio; ajudar a oferecer informações da empresa ao mercado e gerar atitude favorável dos diversos segmentos de público para as iniciativas da empresa.
Nesse caso as ações de comunicação institucional, interna e mercadológica necessitam estarem integradas para gerar resultados (Gomes e Nassar, 2001).
Dentro dessa perspectiva a comunicação em uma empresa, independente de seu porte, é fundamental tanto quanto seu capital de giro, produto ou serviço. Apoiada na informação, seja de caráter técnico, quando apresenta as características de seus produtos ou serviços, seja de caráter promocional, quando comunica os benefícios e as vantagens de produtos ou serviços. Segundo Santos Claro (2008, p.3):
É preciso desenvolver uma cultura de comunicação nas pequenas empresas, que esteja presente em cada ação percebida pelo cliente. Isso, pouco tem a ver com equipamentos, infra-estrutura ou tecnologia. Tem muito mais a ver com sensibilidade. Não há uma organização que não utilize o processo de comunicação, pois há um fluxo enorme e constante de informações, movimentando-se de cima para baixo, de baixo para cima, e para os lados.
As pequenas empresas geralmente sentem dificuldade em planejar a comunicação para suas realidades, e, sobretudo, da importância de um trabalho sério e contínuo direcionado para seus diferentes públicos. É preciso desenvolver uma cultura de comunicação nas pequenas empresas, pois não podemos nos esquecer que são inúmeras situações de relacionamento entre a empresa e seus clientes, reais e potenciais, ocorrem no atendimento prestado no balcão, nos contatos telefônicos, nas entregas de pedidos, no faturamento, através de embalagens dos produtos, na prestação do serviço, no layout do ponto de venda, na equipe de vendedores, no atendimento pós-venda.
Falta conhecimento de que além de ter um bom produto ou serviço é preciso saber como comunicar isto ao mercado. E geralmente os empreendedores acabam investindo toda verba que possuem em publicidade por não conhecer as inúmeras possibilidades que a comunicação empresarial eficiente pode gerar e o retorno que traz para as empresas com investimento reduzido (Paulo Kendzerski, 2008).
É preciso tornar claro e compreensível que o investimento em comunicação não é uma atividade viável apenas para as grandes empresas, pois um empreendimento só será grande se souber utilizar a comunicação como aliada da sua estratégia empresarial. Assim, é indispensável que a pequena empresa deixe de ver a comunicação empresarial “desperdício de dinheiro”, “coisa para segunda etapa do negocio”, “instrumento das grandes empresas”. Para Gomes e Nassar (2001, p.31):
O pequeno empresário com poucos recursos para iniciar seu negócio pode praticar, pode aprender, copiar com criatividade a grandes empresas em “tudo o que estão fazendo, para ser ‘mais leve que o ar”, rápido nas decisões e no atendimento a seus parceiros e consumidores, competitivo em termos de preço e qualidade e sempre presente, por intermédio da comunicação, no coração e na mente de seus clientes e ser sempre presente.
Ao investir em comunicação a empresa deve definir quem será responsável por sua produção, qual será sua freqüência e, principalmente, de que forma irá medir o resultado obtido e qual o impacto está causando seja ele negativo, positivo e/ou neutro. Para COBRA (1986, p.216):
A credibilidade de uma fonte emissora de informações deve ser tal que não paire a menor dúvida sobre ela, uma vez que tem sido considerada a mais importante característica em comunicação e marketing e é o principal atributo de um serviço em comunicação. A credibilidade da fonte emissora e de seus serviços implica a credibilidade de sua marca e do próprio setor de comunicação em que ela se encontra como um todo.
O sucesso da comunicação pelas pequenas empresas depende da habilidade em utilizá-la de forma correta. Por exemplo, a própria exposição da empresa, não como anunciante, mas como notícias do seu segmento, através de pesquisas de mercado, eventos, artigos, lançamento de produtos inovadores, poderá gerar um retorno muitas vezes superior à publicidade que as empresas costumam utilizar com grandes investimentos.
Para Magalhães (2008,) a “comunicação empresarial é a maior aliada das atividades de marketing e de recursos humanos quando trabalha profissionalmente valores como missão, visão, valor, identidade, parceria, cooperação interpúblico e inter-empresa, e cidadania empresarial”. Nessa perspectiva, qualquer plano de negócio compatível com a realidade do mercado, seus responsáveis precisam colocar a comunicação empresarial ao lado das ferramentas de gestão. Parar tanto é preciso que se perceba que toda ação de comunicação causa impacto nos resultados do negócio, portanto deve ser vista como ferramenta estratégica para seu alcance e não apenas como suporte das informações que fluem por toda a organização.
O planejamento da comunicação é uma ferramenta indispensável que qualquer empresário que queira consolidar ou fazer evoluir o seu negócio, que precisa ser pensado de forma integrada e suportado por um conceito coerente, ou seja, uma base que lhe dá personalidade, que corporiza os seus valores, que o diferencie com uma determinada imagem. De acordo com Garcia et all (2006) o primeiro passo para melhor explorar esta ferramenta é definir a vocação da empresa, ou seja, onde está sua maior habilidade.
Este procedimento deve ser muito bem observado pelos micro e pequenos empresários para estipularem seu campo de atuação, deixando clara sua competência. A vocação da empresa deve ser definida tendo em vista a abrangência da área em que pretende atuar. Em seguida deve-se delimitar sua missão, visão e valores que nortearão todas as ações nas diferentes áreas da comunicação. Para Garcia (2006,p.14):
“Uma análise objetiva do cenário contextual, a definição correta do problema que a empresa enfrenta e o conhecimento prévio das ferramentas e ações de marketing e comunicação disponíveis são essenciais para uma tomada de decisão que conduza a uma ação correta e que traga resultados possíveis de serem mensurados e para os quais haja possibilidades de correção e alterações necessárias”.
Para saber vender é preciso saber comunicar com impacto e com eficácia. Mas, para que esta comunicação esteja presente em cada ação percebida pelo cliente é preciso saber que estratégias e tácticas se devem adotar em função do conceito e do posicionamento do negócio, identificar que oportunidades comerciais aproveitar e como ampliar seus retornos. Quando a área comercial está devidamente amparada por uma comunicação consistente certamente ganha eficiência e produtividade, o que acaba gerando melhores resultados.
Nesse caso, as informações precisam ser vistas como instrumento de tomada de decisões no que se refere às estratégias de produtos, serviços, ampliação e redimensionamento da empresa. É nesse sentido que a comunicação tem servido como ferramenta estratégica no apoio às atividades comerciais, principalmente quando o assunto é o aumento do desempenho das equipes de vendas e atendimento ou busca de resultados a partir da qualidade do relacionamento com o cliente.
No mercado atual saber se comunicar é um dos pontos fundamentais para o sucesso empresarial, servido de ferramenta de suporte para todas as atividades da empresa, estabelecendo políticas e estratégias que englobam iniciativas nas áreas de Jornalismo, Relações Públicas e Publicidade e Propaganda.
Procedimentos metodológicos
A primeira parte do trabalho foi desenvolvida com os gestores dos projetos finalisticos do SEBRAE/PB e a segunda com os públicos de cada projeto. Inicialmente utilizamos como procedimento metodológico a organização de ações teóricas dedicadas ao estudo de autores que tratam da discussão da comunicação empresarial como diferencial competitivo e estratégico para o negócio, compondo uma pesquisa bibliográfica para capacitar os alunos fazendo uso das teorias de diversos autores tais como: Kunsch, Torquato, Tavares, Lucas, Scott, Simões, Chiavenato, Bueno, Argenti, Corrado, Drucker, entre outros.
Após qualificar os alunos para o entendimento, pesquisa e planejamento da comunicação no universo das Micro e Pequenas Empresas (MPEs), fizemos o levantamento das empresas que estão associadas ao SEBRAE/PB por meio de entrevista com os gestores dos projetos finalísticos desta instituição.
Com o levantamento das MPEs, a etapa seguinte constituiu-se em realizar uma pesquisa de opinião junto às empresas cadastradas no SEBRAE a fim de identificar o entendimento e as demandas de comunicação neste universo. Com isto, iniciaremos a fase de campo na qual os alunos poderão iniciar o processo de consultoria com a aplicação da pesquisa para diagnosticar a realidade deste nicho de mercado e visualizar as possibilidades (ou não) de atuação profissional, assim como divulgar a comunicação como estratégia que agrega valor e gera resultados a todos os negócios.
Esta etapa foi finalizada com a tabulação dos dados. Porém o diagnóstico e a estratégias, políticas e diretrizes de comunicação para a implantação da consultoria serão finalizadas na edição 2010 do Probex, dando continuidade ao projeto.
Considerações Finais
Elaborar e desenvolver uma consultoria de comunicação junto às Micro e Pequenas Empresas de João Pessoa não está sendo uma tarefa muito simples. O entendimento deste universo sobre a área de comunicação é restrito as ações de comunicação mercadológica e, paralelamente, são vistas como um “grande gasto de dinheiro”.
Com poucos recursos e tendo que sobreviver num mercado cada vez mais competitivo, as MPEs demonstraram muito receio em receber os alunos extensionistas do projeto, mesmo sabendo que nós estamos desenvolvendo o projeto em parceria com o SEBRAE/PB.
Foram muitas indas e vindas para obter as informações, o que gerou atrasou no nosso planejamento e uma maior reflexão de como devemos nos preparar para atuar nessa área. Durante a aplicação da pesquisa os extensionistas observaram que a maioria dos gestores se surpreendeu com o questionário, ou seja, com a dimensão da área de comunicação que pode ser desenvolvida por uma empresa. Porém, não conseguiram num primeiro vislumbrar o uso destas em seu negócio.
Por isso, verificamos num primeiro momento que falar a linguagem do negócio é fundamental para o profissional de comunicação. Essa é a primeira estratégia que deverá ser levada em consideração para se aproximar deste universo. Devemos ter consciência que a codificação da mensagem é essencial para iniciar o diálogo.
Encerramos o probex 2009 com a tabulação dos questionários, como dito anteriormente, porém continuamos em 2010 com a elaboração do diagnóstico e o planejamento das ações de comunicação para este universo.
Acreditamos que este universo empresarial é o foco do desenvolvimento para o Estado da Paraíba e, principalmente, a área de atuação para os novos profissionais formados na área de comunicação, tendo em vista que o mercado das grandes empresas está cada vez mais saturado e com exigências que muitas vezes exclui as chances daqueles que tem potencial, porém ainda busca experiência e legitimação no mercado.
REFERÊNCIAS
ARGENTI, Paul P. Comunicação empresarial. Rio de Janeiro: Elsevier, 2006.
BUENO, Wilson da Costa. Comunicação empresarial: teoria e pesquisa. São Paulo: Manole, 2003.
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DRUCKER, Peter F. Inovação e Espírito Empreendedor. Prática e Princípios. São Paulo, Cengage Learning, 1982.
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KENDZERSKI, Paulo. Comunicação Corporativa: o caminho para o sucesso ou fracasso empresarial –Disponível em: www.Catho Educação Executiva.com. br. Acesso em: 02 de fev. 2008.
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PINHEIRO, Duda. Comunicação integrada de marketing. São Paulo: Atlas,2002.
SANTOS CLARO, José Roberto Carvalho dos. Uso das novas ferramentas do marketing no processo comunicacional das pequenas empresas na internet. Disponível em: http://www.portal-rp.com.br/bibliotecavirtual/outrasareas/marketing01/0121.htm. acesso em 24.04.2009
SCHULER, Maria. Comunicação estratégica. São Paulo: Atlas, 2004.
TAVARES, Mauricio. Comunicação empresarial e planos de comunicação. São Paulo: Atlas, 2007.
TERENCE, A. C. F.; ESCRIVAO FILHO, E. Planejamento estratégico na pequena empresa. In: XI Encontro Nacional de Engenharia de Produção, 2001. XI ENEGEP, 2002
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- Patrícia Morais
- Relações Públicas. Mestre em Sociologia. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Processos e Linguagens Midiáticas - GMID/PPGC/UFPB. Professora de Relações Públicas da UFPB. Muito bem casada e Filha de Deus.
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