A Comunicação na visão dos gestores das micro e pequenas empresas de João Pessoa

sexta-feira, 27 de abril de 2012
 Resumo
O presente artigo visa refletir sobre a visão da comunicação apontada pelos gestores das micro e pequenas empresas que foram pesquisadas durante a realização do Projeto de Extensão da UFPB: Consultoria de Comunicação para Micro e Pequenas Empresas, em parceria com os projetos finalísticos do Sebrae, em João Pessoa. Para isto, fizemos uso do método exploratório descritivo e da pesquisa de opinião, realizada junto aos gestores de 36 micro empresas, além da pesquisa bibliográfica na qual embasamos nossos argumentos. A partir dos resultados apontados na pesquisa almejamos demonstrar que a comunicação vai muito além da comunicação mercadológica como entendem os empreendedores.
 
Palavras-chave: Comunicação Organizacional; Micro e Pequenas Empresas; Consultoria de Comunicação.


Introdução


O Projeto de extensão “Consultoria de Comunicação para Micro e Pequenas Empresas de João Pessoa” teve inicio em 2009, por meio da parceria entre a Universidade Federal da Paraíba e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE). A primeira etapa do projeto buscou diagnosticar a visão e o uso das ferramentas de comunicação por este segmento empresarial, tendo em vista o objetivo de orientar sobre a prática da comunicação enquanto ferramenta que agrega valor ao negócio. Esta parceria resultou em várias discussões sobre a questão do uso da comunicação como ferramenta estratégica na gestão de negócios.
O SEBRAE é uma entidade privada sem fins lucrativos que tem como missão promover a competitividade e o desenvolvimento sustentável dos empreendimentos de micro e pequeno porte. É por intermédio dele que os empreendedores recebem orientação para planejar, executar e gerir seus negócios, em qualquer lugar do Brasil.
Os micros e pequenos negócios são essenciais para o desenvolvimento do Brasil sendo necessário que atuem em um ambiente institucional que estimule a criação de empresas formais, competitivas e sustentáveis. Entretanto, a falta de planejamento no processo de abertura do negócio é uma constante. As empresas precisam ter em mente que ela só irá funcionar se atingir seu público-alvo; a visão estratégica do pequeno empresário deve ser capaz de analisar o ambiente socioeconômico no seu entorno e suas influências no ramo de negócio em que atua.
É preciso, também, ter uma melhor compreensão do planejamento da comunicação como fator de desenvolvimento para as micro e pequenas empresas (MPEs). Isso significa que uma boa comunicação pode levar uma empresa a atingir objetivos diretamente relacionados ao seu negócio, tais como: posicionar a “marca” na mente do consumidor; ajudar a agregar valor ao produto e ao negócio; ajudar a oferecer informações da empresa ao mercado e gerar atitude favorável dos diversos segmentos de público para as iniciativas da empresa. Nesse caso, as ações de comunicação institucional, interna e mercadológica necessitam estarem integradas para gerar resultados (GOMES e NASSAR, 2001).
Dentro dessa perspectiva a comunicação em uma empresa, independente de seu porte, é fundamental tanto quanto seu capital de giro, produto ou serviço. Apoiada na informação, seja de caráter técnico, quando apresenta as características de seus produtos ou serviços, seja de caráter promocional, quando comunica os benefícios e as vantagens de produtos ou serviços.
É preciso desenvolver uma cultura da comunicação nas micro e pequenas empresas, que esteja presente em cada ação percebida pelo cliente e isso, pouco tem a ver com equipamentos, infra-estrutura ou tecnologia, tal cultura tem muito mais a ver com sensibilidade e conhecimento. Não há uma organização que não utilize o processo de comunicação, pois há um fluxo enorme e constante de informações, movimentando-se de cima para baixo, de baixo para cima, bem como para os lados.

Aprendendo a empreender
           
Todos nós almejamos a realização de nossos sonhos, nossa autonomia, nossa independência financeira e profissional. Entretanto, poucos são aqueles que aceitam correr riscos, que persistem em busca de algo que lhe garanta o sustento e, principalmente, que apresente alguma solução para os problemas apresentados na comunidade do entorno.
            Ser empreendedor é uma característica que muitos têm, porém poucos desenvolvem por motivos diversos: o medo, a falta de incentivo, a falta de conhecimento, a falta de recursos financeiros ou até mesmo falta de oportunidade.


As oportunidades empreendedoras existem para aqueles que são                                        capazes de desenvolver produtos ou serviços cobiçados pelos clientes. Uma oportunidade empreendedora promissora é muito mais que uma idéia interessante, uma vez que envolve um produto ou serviço atraente aos clientes, fazendo que eles abram mão do dinheiro em troca dele. Em outras palavras, um empreendedor deve descobrir uma maneira de criar valor aos clientes. (LONGENECKER, 2007, p.3)


            É diante destas oportunidades e da visão e coragem de pessoas diversas, que surgem as micro e pequenas empresas para suprir e atender as demandas sociais. Hoje é este o segmento que mais emprega no país e consolida cada vez mais a economia brasileira. Entretanto, há um alto índice de mortalidade, cerca de 75% das empresas deixam de existir no período de 5 anos[1] e um dos principais motivos é a falta de planejamento.
            Planejar para as MPEs, em sua maioria, é um pré- requisito para obtenção de financiamento juntos aos órgãos de fomento e a consolidação do negócio no mercado. O Plano de negócios deve existir a partir do momento em que se enxerga uma oportunidade, contudo, esta não é a realidade. Muitos empreendedores iniciam seus negócios sem ao menos definir seu produto/serviço, seu nicho de mercado, seu público-alvo, o que dificulta a gestão e o desenvolvimento de qualquer empresa.

O Plano de negócios (PN) é uma linguagem para descrever de forma completa o que é ou o que pretende ser uma empresa. A mesma pergunta: ‘o que é sua empresa?’, induzia a diferentes respostas, dependendo de para quem era dada: banco, fornecedor, cliente, distribuidor, sócio potencial, investidor, etc.[...] Mas o principal usuário do Plano de negócios é o próprio empreendedor, pois ele é uma ferramenta que o faz mergulhar profundamente na análise de seu negócio, diminuindo sua taxa de risco e subsidiando suas decisões, que podem até ser de não abrir uma empresa ou de não lançar um novo produto. (DOLABELA, 2006, p.77)


            Há uma grande resistência para o desenvolvimento das habilidades e competências administrativas, em dizer com clareza quais os princípios que irão reger a cultura organizacional, o tipo de liderança que será exercido, assim como identificar seus públicos e definir o meio de comunicação adequado para atingir cada um com linguagem e informação bem direcionada.

A Comunicação no contexto organizacional e das MPE’s 
           
A comunicação é um elemento constitutivo essencial das relações humanas e das organizações. Atualmente a comunicação organizacional é vista como um diferencial competitivo para as empresas e se trabalhada de forma estratégica pode promover resultados eficazes a médio e longo prazo para o desenvolvimento de qualquer negócio.
Promover a comunicação vai muito além de criar ferramentas de divulgação de conteúdos. Trata-se essencialmente de construir uma identidade, imagem e reputação de uma organização a fim de consolidar seu negócio e estreitar relacionamentos com seus diversos públicos de interesse.
De acordo com Margarida Kunsch (2003, p.72):

As organizações em geral, como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos, não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos causam os efeitos positivos desejados ou são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. É preciso levar em conta os aspectos relacionais, os contextos, os condicionamentos internos e externos, bem como a complexidade que permeia todo o processo comunicativo. Daí a necessidade de ultrapassarmos a visão meramente mecanicista da comunicação para outra mais interpretativa e crítica.


É diante deste novo olhar sob a comunicação que as MPE’s devem se pautar para desenvolver estratégias de comunicação a fim de promover melhor o seu negócio, afinal o processamento das informações e da comunicação interna, assim como a forma de conduzir vários tipos de relacionamentos com seus diversos públicos é o que compõe todo o sistema comunicacional base para qualquer empresa.
Trata-se de administrar as diversas áreas de comunicação dentro de uma organização voltada para os vários resultados que a mesma pode proporcionar para uma empresa. É um trabalho contínuo e integrado, na qual se constitui a comunicação integrada.
  
O conceito de comunicação integrada é assim definido por Kunsch (2003, p. 150):

Entendemos por comunicação integrada uma filosofia que direciona a convergência das diversas áreas, permitindo uma atuação sinérgica. Pressupõe uma junção da comunicação institucional, da comunicação mercadológica, da comunicação interna e da comunicação administrativa, que formam um mix, o composto da comunicação organizacional.

Entretanto, a comunicação mais disseminada e praticada no universo das micro e pequenas empresas é a comunicação mercadológica, que consiste meramente na divulgação publicitária dos produtos ou serviços e está diretamente vinculada ao setor de marketing.

Assim como as relações públicas devem gerenciar a comunicação institucional, fazendo todas as articulações necessárias com as outras subáreas afins, o marketing tem a seu cargo a coordenação e a direção da comunicação mercadológica. E, no desenvolvimento do seu processo, deve definir a utilização de todo o mix de comunicação que o compõe e convém em cada caso. (KUNSCH, 2003, p.162)

Sabemos que a comunicação de uma empresa independente do seu porte, não se faz apenas com objetivos mercadológicos. Entendemos que o lucro é o principal objetivo, mas para que este se concretize é necessário todo um aparato de sustentação para firmar um produto/serviço com excelência na qualidade, prestação de serviço, credibilidade e boa reputação.
Tudo isto se dá a partir do momento em que a empresa coloca como um de seus alicerces, a comunicação no contexto da sua cultura organizacional, ou seja, atrelada as formas de liderança, diretrizes e políticas de comunicação, princípios organizacionais, estratégias de motivação e diretrizes de relacionamentos com seus diversos públicos. Daí o conceito de cultura ser entendida como "um conjunto de padrões que permitem a adaptação dos agentes sociais à natureza e à sociedade a qual pertencem, e faculta o controle sobre o meio ambiente" (SROUR, 1998, p.174).
            Com relação à cultura organizacional, Schein apud Mamede (s/d), define como:

Um padrão de pressupostos básicos compartilhados os quais o grupo adquiriu à medida que resolveu seus problemas de adaptação externa e integração interna, e que funciona suficientemente bem para ser considerada válida. Portanto, essa experiência pode ser ensinada aos novos integrantes como forma correta de perceber, pensar e sentir-se em relação a esses problemas.

            O empreendedor ao criar seu negócio nem sempre tem a visão clara do que fazer e, na maioria das vezes, desconhece os processos de planejamento, comunicação e cultura organizacional, assim como estes podem agregar valor ao seu negócio. Há uma grande dificuldade em estabelecer princípios operacionais, em identificar seus objetivos e isto se dá devido às características desse segmento, conforme aponta estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
- baixa intensidade de capital;
- altas taxas de natalidade e de mortalidade: demografia elevada;
- forte presença de proprietários, sócios e membros da família como
   mão-de-obra ocupada nos negócios;
- poder decisório centralizado;
-estreito vínculo entre os proprietários e as empresas, não se    
  distinguindo, principalmente em termos contábeis e financeiros,  
  pessoa física e jurídica;
- registros contábeis pouco adequados;
- contratação direta de mão-de-obra;
- utilização de mão-de-obra não qualificada ou semiqualificada;
- baixo investimento em inovação tecnológica;
- maior dificuldade de acesso ao financiamento de capital de giro; e
- relação de complementaridade e subordinação com as empresas de
grande porte.

            Estas características deixam claros os motivos da falta de compreensão das MPEs com relação à comunicação como diferencial competitivo e valor agregado ao negócio.
            Para mudar este quadro é necessário que o profissional de comunicação faça uso mais da linguagem do mundo dos negócios do que da técnica da comunicação, mensure resultados, argumente de forma coerente com a realidade do mercado e do nicho ao qual a empresa está inserida e acima de tudo, saiba estreitar os vários tipos de relacionamentos existentes entre a organização e seus públicos.

Diagnóstico da pesquisa

O universo empreendedor requer uma postura inovadora e atenta às mutações do processo evolutivo no seu caráter econômico e social. As MPE’s que desejam se fixar deve conhecer muito bem seus princípios, o porquê da sua existência, de quê maneira atua e qual sua finalidade no campo mercadológico, além de avaliar quais medidas adotam para contribuir com o desenvolvimento da economia e da responsabilidade que atribuem, seja ela social ou não, mas que tenha um caráter de inclusão social no âmbito nacional ou regional.
Atenção às necessidades de produção, ao conhecimento de mercado, à concorrência, às possibilidades de recursos a ser explorado, ao diferencial do negócio, à iniciativa, à criatividade, à promoção, ao preço, enfim, diversos fatores que sem dúvida alguma são de extrema importância para a consolidação de uma marca e acima de tudo sua estabilidade no mercado faz parte do papel desempenhado pelos empreendedores.
Para atender as inovações e necessidades de mercado é importante conhecer um meio que é de extrema eficácia nos processos e resultados almejados: a comunicação. No entanto, a compreensão e a utilização desse instrumento nas MPE’s que participaram do processo de coleta de dados chama a atenção pelas falhas que apresentam e principalmente pelo desconhecimento de regras que podem alavancar sua atuação, através da produção, sustentabilidade e consolidação da marca.
De acordo com a pesquisa realizada, as MPE’s, na capital paraibana, atualmente encontram-se na seguinte situação:
•Há um desconhecimento por parte dos micro e pequenos empresários do conceito e atuação da comunicação e o que esta é capaz de promover dentro das MPE’s;
•Os investimentos destinados a área de comunicação são bastante restritos;
•O setor administrativo não dispõe de profissional capacitado que atue no ramo da comunicação;
•Não há planejamento de comunicação;
•Os gestores desconhecem o que é responsabilidade social;
•Não há definição de missão, visão e valores;
•Ausência de documentos de políticas administrativas da empresa;
•Confundem responsabilidade social com marketing social;
•Falta de relacionamento com a mídia;
•Falta de planejamento da comunicação interna e de gestão de relacionamentos internos;
•Há falhas na cultura organizacional (diálogo, liderança, motivação);
•Não entendem o valor e o conceito do público interno;
•A capacitação e motivação dos funcionários é muito baixa;
•Falta de conhecimento dos problemas ocorridos na empresa e com seus funcionários.

 Avaliação dos resultados alcançados: a comunicação na óptica das MPE’s
           
            A partir do conhecimento das características das micro e pequenas empresas no Brasil, não é uma tarefa simples fazer uma análise crítica sobre quaisquer que seja seu foco ou investimento. Entretanto, cabe a nós, profissionais de comunicação, identificar, conhecer e argumentar junto aos empreendedores sobre a eficiência e eficácia da comunicação, como elemento agregador de valor ao seu negócio.
            Analisando os pontos abordados no diagnóstico faremos uma reflexão sobre os pontos essenciais e que regem o alicerce de uma empresa de sucesso independente de qual seja seu porte ou ramo de atividades.

·         Planejamento – o planejamento no contexto das micro e pequenas empresas deve ser um ponto essencial e deve existir desde o momento em que for definida a idéia do negócio, alinhando a comunicação aos objetivos da empresa. Entretanto, a pesquisa aponta que as empresas que participaram da pesquisa não possuem planejamento estratégico ou de comunicação. Consequentemente, estas empresas não possuem a estrutura base de constituição de uma identidade institucional, de um posicionamento de mercado, não possui princípios administrativos, políticas de comunicação, objetivos, além de possuírem metas e estratégias mal traçadas e que a qualquer momento podem ocasionar sua falência.

·         Cultura Organizacional – a gestão familiar (na maioria dos casos), a falta de estabelecimento de regras, tipos de liderança, princípios operacionais, diretrizes e políticas de comunicação, estratégias de motivação para o funcionário, entre outras, dificulta a construção de uma identidade da empresa e, consequentemente, a exclusão da comunicação como um fator diferenciado para o negócio, torna o ambiente das MPE’s muito difícil de se trabalhar. Há, geralmente, muitos conflitos entre funcionários, lideranças; falta transparência em tudo que se faz e, principalmente, falta a cultura da comunicação, pois esta perpassa todas áreas, ambientes que regem a organização.

·         Identificação e reconhecimento de seus públicos – Conhecer seus públicos é essencial para direcionar as estratégias de relacionamento em qualquer empresa.
Porém, para os gestores das MPE’s público é apenas o consumidor, aquele que compra seu produto ou serviço. Esse é um erro crucial para a forma de condução das estratégias de relacionamento, que neste caso não há ou limita-se apenas a enviar alguma mensagem de promoção; e, também, fazer uso correto da comunicação dirigida. Mas como não há uma clareza para quem se vai trabalhar o empreendedor acaba investindo na comunicação mercadológica (quando tem condições financeiras) e nem sempre fazendo uso correto de linguagem, instrumentos e informação.

·         Gestão da Comunicação – neste universo que estamos pesquisando, a gestão da maioria das áreas que uma empresa está focada na pessoa do proprietário. O fator positivo é que ele sabe a necessidade de se dedicar, toma atitude, faz acontecer. Por outro lado, há uma centralização de poder, uma forma primária de conduzir seus negócios, almejando só o lucro. Para este gestor a comunicação é sempre vista como um custo a mais para mexer no orçamento. Muitos consideram desnecessário o básico para qualquer organização como a identidade visual e a comunicação mercadológica. Acreditamos que o profissional de comunicação que entender a linguagem dos negócios e como a comunicação poderá trazer resultados à sua empresa, poderá obter resultados significados a médio e longo prazo, afinal investir em comunicação é, também, modificar a estrutura da cultura organizacional.

  Considerações finais

            Neste artigo buscamos apresentar de forma objetiva qual é a visão dos empreendedores sobre a comunicação. Não nos surpreendemos com os resultados, apenas constatamos aquilo que tanto se discute na academia. A comunicação é feita para todos de diversas formas, porém muitos ainda não se deram conta de sua relevância e do potencial que esta pode oferecer.
            O imediatismo, a falta de cultura e de conhecimento sobre a área de comunicação é algo que impressioa e nos deixam indignados. Porém, a falta de esclarecimento sobre a área também é culpa dos profissionais e academicos, tendo em vista que não apresentam com clareza como a comunicação pode agregar valor a qualquer tipo de negócio.
            Para os empreendedores fica, neste trabalho, o entendimento de que a comunicação pode e deve ser utilizada como uma via de construção de relacionamentos, conquista e fidelização do consumidor moderno, sendo este cada vez mais ávido por compras e por novas experiências, sobretudo no ponto de venda. Além disso, a comunicação pode fortalecer a identidade institucional consolidando diante de seus públicos sua imagem e reputação de forma mais positiva. Entendemos que um planejamento de comunicação baseado em estratégias bem definidas e voltadas para o público alvo poderá levar os empreendimentos ao sucesso no mundo dos negócios.


 Referências bibliográficas

As micro e pequenas empresas comerciais e de serviços no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2003.


DOLABELA, Fernando. O Segrede do Luisa. 30ed. rev. e atual. São Paulo: Editora Cultura, 2006.




GOMES, Nelson, NASSAR, Paulo. A comunicação da pequena empresa. São Paulo: Globo, 2001.


KUNSCH, Margarida Maria Krohling. Planejamento de relações públicas na comunicação integrada. Ed. rev., atual. e ampl.- São Paulo: Summus, 2003.


LONGENECKER, Justin G. (et al.). Administração de pequenas empresas.  São Paulo: Thomson Learning, 2007.


MAMEDE, Antonio Augusto do Canto. A influencia da cultura organizacional nos processos de mudança. Disponível em http://www.biblioteca.sebrae.com.br/bds/bds.nsf/4AD4782E13B055CB03256EF600506F48/$File/NT00090F7A.pdf Acessado em 30/12/2011.


SCHEIN, E. Organizational Culture and Leadership. San Francisco, Jossey Bass, 1986.


SROUR, Robert Henry. Poder, Cultura e Ética nas Organizações. São Paulo, Editora Campus, 1998.

Planejamento para Mídias Sociais - Entrevista com Carolina Terra

terça-feira, 27 de março de 2012

A Professora Dra Carolina Terra lança amanhã, 28 de março, às 19h, na livraria FNAC do Shopping Morumbi, mais uma obra sobre Mídias Sociais, o livro "Mídias sociais...e agora?". Com base na tese de seu doutoramento sobre Usuário-mídia, ela conversa conosco sobre Planejamento e nos dá orientações de como fazer melhor uso das ferramentas destas novas mídias no contexto empresarial.

Carolina Frazon Terra é Doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas, pela ECA-USP, e formada em RP pela UNESP/Bauru. Em seu currículo, a autora traz pesquisas sobre novas tecnologias de comunicação - redes sociais online, além de trabalhos como diretora de mídias sociais da Agência Ideal, coordenadora de comunicação corporativa do site de e-commerce MercadoLivre, professora do curso de relações públicas e publicidade e propaganda da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP) e de diversas pós graduações em instituições como USP, FAAP e Belas Artes. Carolina também é autora do livro Blogs Corporativos: modismo ou tendência, lançado pela Difusão Editora.

Segue a entrevista:


1- O que é planejamento de comunicação para mídias sociais?

Na realidade, é o planejamento de RP e comunicação que estamos habituados aplicado às mídias sociais, pelas suas especificidades, públicos alvo e linguagens. No entanto, a essência do planejamento de comunicação é a mesma: pesquisa, diagnóstico, plano de ações, ferramentas de controle, avaliação e mensuração.



2- Qual a importância do planejamento em mídias sociais para uma empresa?

É fundamental que a organização trace um planejamento de comunicação antes de realizar qualquer ação de comunicação. E isso vale para as mídias sociais também. É preciso primeiro conhecer a imagem que a marca/produto/serviço/empresa tem na rede para depois começar com qualquer ação. Portanto, o planejamento é condição essencial na comunicação e nas mídias sociais.

3- Que tipo de consequência uma empresa pode sofrer se não planejar corretamente o uso das mídias sociais?

Pode correr o risco de ter que gerir crises, de falar com públicos errados, de falar besteira, de se envolver em problemas de atendimento ao cliente, de ter sua imagem arranhada, de prejudicar seu SAC ou suas vendas...enfim, a lista é grande. É melhor se planejar para as possibilidades.

4- O que deve ter obrigatoriamente num planejamento e o que é dispensável?

O planejamento, como eu disse acima, é composto de algumas fases. As principais são: pesquisa e diagnóstico, plano de ações, avaliação e mensuração e gestão estratégica (implantação e continuidade). Todas essas etapas são imprescindíveis. O que é dispensável num planejamento? Volteios, firulas, “perfumarias”.

5- Que avaliação você faz do uso das mídias sociais pelas empresas brasileiras hoje?


Acredito que as empresas, pelo menos as maiores e de maior destaque, já entenderam que as mídias sociais são um caminho sem volta, irreversíveis e que são extremamente importantes na formação de imagem, reputação e no diálogo com os usuários. Portanto, negligenciá-las pode custar caro para a empresa. Por isso, vemos tantas agências digitais e profissionais ditos especializados nessa área. O setor está em efervescência.

6- Toda empresa deve estar nas mídias sociais? Por que?

Não necessariamente, mas não ter presença não significa que não se deva monitorar o setor ou segmento dos quais faz parte. A empresa só precisa estar nas mídias sociais se a sua audiência também estiver ou se ela quiser desenvolver uma audiência específica ali. Do contrário, outras formas como monitorar alguns ambientes podem ser suficientes.

7- O usuário-mídia é um tipo de público? Que orientação você para o bom relacionamento de uma empresa com este?

O usuário-mídia é um tipo de público, sim. São aqueles usuários ativos da internet que produzem, compartilham e replicam conteúdos, sendo influenciadores junto às suas audiências. Para se relacionar com ele, é preciso estabelecer um relacionamento de confiança, assim como fazemos com a imprensa, por exemplo.

Carolina Frazon Terra lança duas obras sobre redes sociais na FENAC do Shopping Morumbi



“Mídias sociais... e agora?” e “Blogs Corporativos: modismo ou tendência?” ganham sessão de autógrafo no dia 28 de março

Em 28 de março, quarta-feira, a partir das 19h, Carolina Frazon Terra lança seus dois livros “Mídias sociais... e agora?” e “Blogs Corporativos: modismo ou tendência? – 2ª edição”, publicados pela Difusão Editora em coedição com a Editora Senac Rio, em uma sessão de autógrafos na livraria FNAC, do Shopping Morumbi.

Carolina é doutora e mestre em Interfaces Sociais da Comunicação, especialista em Gestão Estratégica da Comunicação Organizacional e Relações Públicas, pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), e formada em Relações Públicas pela Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” – Campus de Bauru (Unesp/Bauru). Em seu currículo, há pesquisas sobre novas tecnologias de comunicação – redes sociais on-line, além de trabalhos como diretora de mídias sociais da Agência Ideal, coordenadora de comunicação corporativa do site de e-commerce MercadoLivre e como Relações Públicas da Vivo, além de ser professora do curso de Relações Públicas da USP e da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap). Também soma experiências como professora de cursos de pós graduação em mídias sociais na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e no Centro Universitário Belas Artes.

Mídias sociais... e agora?
O papel do livro é informar os leitores sobre o que são as mídias sociais corporativas e o que deve ser feito para que um projeto de mídias sociais seja implementado nas empresas em que trabalham. No caso dos estudantes de graduação ou pós-graduação, o intuito é mostrar como fazer um planejamento de comunicação aplicado às mídias sociais.

Além de oferecer um panorama das mídias sociais no Brasil e as orientações sobre todos os passos necessários para a construção de um projeto corporativo nessa área, a autora apresenta, com exclusividade, a matriz de presença e engajamento e a régua de posicionamento. Essas ferramentas foram criadas por ela para nivelar as organizações quanto à atuação nas mídias sociais.

Blogs Corporativos: modismo ou tendência? – 2ª edição
Com conteúdo revisado, a obra reúne os conceitos do mundo digital, das redes sociais online e de todas as tendências relacionadas às tecnologias digitais, a fim de facilitar as tarefas cotidianas, ao mesmo tempo em que posiciona as grandes organizações no cenário moderno atual.

O livro aborda o mundo digital e todo o contexto que envolve o mesmo, afirmando que mais do que modismos, as mídias sociais e suas respectivas características ganharam a preferência dos internautas, firmando-se como tendências na arte de se comunicar, além de ampliar o diálogo das organizações com seus públicos, facilitando a comunicação e instaurando uma nova era de interatividade e colaborações nos negócios.

Serviço
Data: 28/3
Horário: a partir das 19h
Local: FNAC do Shopping Morumbi, localizada no piso Lazer
Endereço: Av. Roque Petroni Jr., 1.089

Sobre a Difusão Editora
Desde 1976, a empresa atua na produção, comercialização e distribuição de livros nas áreas de Saúde e Comunicação para um público composto, principalmente, por professores, pesquisadores e estudantes, sendo líder nesses setores. A editora é pioneira em operar com um sistema próprio de distribuição porta a porta e oferece serviços de consultoria editorial, produção e impressão de livros institucionais, históricos e comemorativos. Atenta às inovações do mercado, a Difusão Editora atende livrarias de vários estados e fornece material didático a mais de quatrocentas instituições educacionais, sempre privilegiando o autor nacional. Por meio do conceito de tradução responsável, incentiva o desenvolvimento de produções de temas globais adaptados à realidade local. Os eventos que a empresa realiza, tanto para profissionais de Saúde, como de Comunicação, ainda fomentam o desenvolvimento do setor e contribuem para a disseminação de novos conhecimentos e práticas.

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